Antes de os desfiles de 20 de Setembro ganharem o formato conhecido atualmente, diferentes grupos e pessoas já se movimentavam para manter vivas as tradições gaúchas em Sant’Ana do Livramento.
Entre esses nomes está João Antônio Rodrigues, conhecido como Tio Nico. Segundo relatos da história tradicionalista local, ele esteve à frente da Coluna Tradicionalista do Sexto Distrito a partir de 1942, participando da organização de atividades ligadas às comemorações do 20 de Setembro.
Com o passar dos anos, o tradicionalismo foi ganhando novas formas de organização no município. A fundação do CTG Fronteira Aberta marcou uma nova etapa, com a entidade assumindo a organização dos desfiles e mantendo a participação de Tio Nico.
A presença das mulheres também aparece nos registros desse período. Entre 1956 e 1957, Eni Rodrigues, Conceição Fialho, Olinda Fialho, Vânia Fialho, Claudina Ribeiro e Edi Barbosa Marques participaram a cavalo das atividades ligadas aos festejos do 20 de Setembro.
Nas décadas seguintes, o movimento tradicionalista de Livramento continuou crescendo e passou a contar com novas entidades. Em 1967, foi fundado o Piquete Lanceiros do Ibicuí da D’Armada e, em 1978, surgiu o Fogão Negrinho do Pastoreio.
Aos poucos, os grupos foram se multiplicando e os desfiles passaram a reunir diferentes segmentos da comunidade, acompanhando também o fortalecimento do tradicionalismo organizado no município.
A história do 20 de Setembro em Livramento foi sendo construída em diferentes momentos, com a participação de homens, mulheres, entidades, escolas e grupos que ajudaram a transformar as comemorações em uma tradição presente até hoje na cidade.

