MANCHETES DOS JORNAIS
O GLOBO – Ainda sem vice, Flávio sofre recusa de aliança com União e PP
FOLHA DE S.PAULO – Importação de botijões chineses dispara, e indústria nacional pede taxas
O ESTADO DE S.PAULO – Governo reempacota programa para setores atingidos por tarifa
Valor Econômico – Plano de ajuda do governo a empresas afetadas pelo tarifaço chega a R$ 18,5 bi
Correio Braziliense – Uma barbárie brasileira: são 741 feminicídios em 6 meses
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia
REJEITADA aliança – Ciro Nogueira, presidente do PP, informou a Flávio Bolsonaro que o partido manterá neutralidade na eleição presidencial, frustrando o PL que buscava apoio. A decisão afeta a federação com o União Brasil, que também deve se manter neutra. Flávio tentou atrair o PP oferecendo a vice-presidência a Tereza Cristina, que recusou. Agora, o PL busca se aproximar dos Republicanos para fortalecer sua candidatura.
CONCORRÊNCIA chinesa – O aumento vertiginoso nas importações de botijões de gás de cozinha vindos da China, um movimento impulsionado pela criação do programa federal Gás do Povo, desembocou numa guerra comercial entre fabricantes nacionais desses recipientes e distribuidoras que trazem o produto do exterior. As compras de botijões chineses passaram de 29 mil unidades durante todo o ano de 2025 para 515 mil apenas no primeiro semestre deste ano, segundo dados oficiais compilados pela Mangels, principal fabricante nacional de botijões.
Como o setor compra cerca de 2 milhões de botijões por ano para reposição do volume existente, isso significa que pelo menos um em cada quatro botijões comercializados hoje no país vem da China. O mercado interno reagiu. A Mangels bateu à porta do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) para pedir ao governo que dobre o imposto de importação desses produtos, elevando a tarifa atual de 12,6% para 25%. Do outro lado, porém, o Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) afirma que as compras externas foram necessárias porque a indústria brasileira não consegue responder rapidamente ao aumento da demanda. A disputa é consequência direta da reorganização do mercado provocada pelo Gás do Povo. O programa prevê o acesso gratuito a botijões de gás de cozinha a cerca de 15 milhões de famílias de baixa renda.
REEMBALADO programa – O governo reembalou o plano Brasil Soberano para ajudar empresas e setores afetados pelas novas tarifas americanas a produtos brasileiros. A terceira fase do programa foi anunciada ontem em cerimônia no Palácio do Planalto, após dois dias de audiências com o setor privado.
O plano contará com recursos remanescentes da primeira edição do Brasil Soberano e da renegociação de dívidas rurais. O Brasil Soberano 3 terá R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito, que serão oferecidas a empresas afetadas pelas tarifas com base na Seção 232 dos Estados Unidos.
BARBÁRIE nacional – Mesmo com redução de 2,5% dos casos em relação ao ano passado — o número de mortes caiu de 760, nos seis primeiros meses de 2025, para 741 no mesmo período de 2026 —, os assassinatos por questão de gênero seguem em patamar alto, motivando discussões sobre o aumento das medidas preventivas e punição aos criminosos. Foram pelo menos quatro vítimas por dia, de janeiro a junho. Dois casos recentes, o da PM Michele Leão, em Minas, e o da professora Valdirene Clemente, em Belo Horizonte, impressionaram pela violência dos algozes, ex-companheiros delas. Segundo dados dos ministérios das Mulheres e da Justiça e Segurança Pública, Centro-Oeste, Sudeste e Sul tiveram alta nas ocorrências, enquanto Norte e Nordeste apresentaram queda. Em duas operações nacionais este ano, mais de 20,4 mil foram presos.
A MENTIRA se repete – A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB, protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado cassado Eduardo Bolsonaro e os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC). A ação aponta que os quatro participaram, nos últimos dias, de um “movimento articulado de desinformação contra a integridade do sistema eletrônico de votação brasileiro e a credibilidade da Justiça Eleitoral”. De acordo com a representação, não se trata de fato isolado, mas de um movimento iniciado com publicações de Zanatta, seguido por Eduardo Bolsonaro e Gustavo Gayer nas redes sociais, com “a inserção e fixação do assunto fraudulento no debate público”. Já Flávio, conforme o texto, propagou fake news sobre o Brasil utilizar urnas eletrônicas da empresa venezuelana Smartmatic, em reunião com embaixadores na terça-feira. A ação sustenta que a estratégia dos acusados consistiu em utilizar um relatório desclassificado pela CIA sobre suposta manipulação eleitoral na Venezuela — entre 2004 e 2020 — para criar uma narrativa sobre a realidade do Brasil.
BUSCA por mandatos – Fracassada a tentativa de incluir os presidentes de partidos políticos na proposta de emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, projeto que terminou arquivado no Senado, grande parte dos comandantes das agremiações partidárias decidiu concorrer às eleições deste ano. Quase dois terços deles vão disputar um mandato eletivo. No União Brasil, Antônio Rueda estreia na disputa eleitoral como pré-candidato a deputado federal no Rio de Janeiro. As vagas ao Legislativo são as que mais atraem os dirigentes partidários. Em muitas conversas, quem convive diariamente com eles afirma que presidente de partido com mandato consegue indicar emendas ao Orçamento, ganha foro privilegiado, e o fato de estar no Parlamento dá mais poder aos dirigentes, responsáveis pela distribuição do fundo eleitoral e partidário.
RECEITAS iguais, resultados semelhantes – As declarações de Flávio Bolsonaro contra a urna eletrônica foram lidas no próprio PL como mais uma repetição da estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022. Se naquela época, com o governo na mão, Bolsonaro não conseguiu se reeleger, a reprise desse estratagema tende a levar ao mesmo desfecho.
EM meio ao tarifaço… – Nas Filipinas para a reunião de chanceleres da Associação dos Países do Sudeste Asiático (Asean), o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, aproveitou as presenças dos chanceleres Wang Yi, da China, e Sergei Lavrov, da Rússia, em Manila, para tratar do fornecimento de fertilizantes. Com o fechamento do Estreito de Ormuz, esses dois países se tornam ainda mais estratégicos como fornecedores.
…A CHINA estende a mão – O governo chinês tem indicado que pode aumentar a oferta de alguns tipos de fertilizantes este ano, diante da crise em Ormuz.
INCERTEZAS & movimentos eleitorais – A falta de confiança na candidatura de Flávio Bolsonaro foi o que levou a Federação União Progressista a preferir a carreira solo. O deputado Fausto Pinato (União -SP), por exemplo, tem andado pelo estado de São Paulo e não percebe o eleitor entusiasmado com a proximidade do pleito: “Não é uma eleição de amor e entusiasmo, e a sorte do Lula é que uma parcela do eleitorado votará com responsabilidade, e não com vontade”, afirma.
… ELES se aproximam – Pinato considera que Lula teria uma eleição mais fácil se tivesse caminhado para o centro: “Fernando Haddad deveria ter sido vice de alguém do centro, mas o PT trabalha para manter a polarização acirrada, o que não é bom para o Lula. Por aqui, a mesma rejeição que o Flávio tem, o PT também tem”.
OUTRO apelido… – … mesmo endereço. Enquanto por aqui, os petistas chamam o tarifaço a produtos brasileiros de “Tariflávio”, os políticos democratas nos Estados Unidos chamaram de “tarifas Bolsonaro”. Um vídeo que o governador da Califórnia, Gavin Newsom, gravou quando das primeiras tarifas, voltou a fazer sucesso nas redes com a vigência da nova taxação de produtos brasileiros em 25%.
“TARIFAS ilegais” – “Estas tarifas contra o seu país são uma piada, uma abominação, ou melhor: as ‘tarifas Bolsonaro’. Vamos apenas deixar claro o que elas são. Nós estamos em superavit comercial com vocês, é um absurdo. São tarifas ilegais, e estão na Suprema Corte dos EUA agora. Nós fomos um dos primeiros estados a entrar com uma ação seguindo esse princípio. Isso está aumentando os custos dos produtos no meu país”, disse o governador.
CIRO é de todos – O PSDB de Ciro Gomes não destinará seu palanque ao governo do Ceará exclusivamente a Flávio Bolsonaro. A contar pelas declarações de Ciro elogiando Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), eles podem chegar, que tem conversa.
E o PL, hein? – A tendência é manter um “apoio envergonhado” a Ciro, apenas porque Flávio Bolsonaro sacramentou essa escolha. Nas redes sociais, porém, surgem muitas mensagens como “Michelle estava certa”. A ex-primeira-dama defendeu o apoio a Eduardo Girão (Novo).
MAIS segurança – O pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) decidiu reforçar sua segurança, diante de informações que sua campanha diz ter recebido sobre aumento de ameaças contra ele. O número de policiais destacados para garantir sua integridade física foi triplicado –todos fazem parte da Polícia do Senado, uma vez que Flávio dispensou a proteção oferecida pela Polícia Federal. Ele também passará a usar colete à prova de balas de forma permanente em eventos. Outras medidas que estão sendo adotadas incluem aumento no número de armamentos, equipamentos e viaturas usados pela equipe de segurança do pré-candidato, assim como a efetivação de um centro de comando funcionando 24 horas por dia para monitorar ameaças. A campanha de Flávio afirma que a Polícia do Senado identificou mais de 2.000 casos de ameaça desde junho, sobretudo por meio de redes sociais. Foram 868 ameaças explícitas, 647 manifestações de incitação à violência, 640 referências codificadas e 133 conteúdos relacionados a planejamento ou oportunidade de ataques.
CONVENÇÃO desfalcada – A convenção do PSD no domingo (26), que formalizará a candidatura de Ronaldo Caiado a presidente, deverá ter desfalques entre expoentes do partido que apoiam outros nomes ao Palácio do Planalto. Não devem comparecer, por exemplo, os governadores de Pernambuco, Raquel Lyra, e o senador Otto Alencar (BA), que apoiam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda há dúvidas sobre as presenças de outros dois lulistas: o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, e o ex-prefeito do Rio e candidato ao governo estadual, Eduardo Paes. Mas a tendência é que não compareçam. No outro polo da política, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, que busca a reeleição, diz que terá agendas no final de semana no interior do estado e também deve ser uma ausência. Ele apoia a candidatura de Romeu Zema (Novo), de quem era vice. Entre as presenças aguardadas estão os governadores do Paraná, Ratinho Jr., e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O paranaense era considerado o favorito de Gilberto Kassab para a disputa presidencial, mas abriu mão do projeto. Já Leite perdeu a disputa interna para Caiado.
ALA tucana se rebela contra apoio a Tarcísio – Uma ala do PSDB de São Paulo, que reúne alguns dos quadros “históricos” do partido, iniciou uma articulação para lançar candidatura própria ao governo estadual. O nome escolhido é o do ex-senador José Aníbal. Procurado pelo Painel, Aníbal não quis se manifestar, mas sinalizou a aliados que aceitaria ser candidato.
O grupo está insatisfeito com a tendência hoje da direção da legenda de apoiar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O desafio será conseguir aprovar a candidatura própria na convenção tucana, marcada para 28 de julho. A chance é remota, uma vez que o presidente estadual da federação PSDB-Cidadania no estado, Alex Manente, descarta a possibilidade.
FLÁVIO recebeu R$ 500 mil de empresa ligada ao Master – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do PL à Presidência da República, emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil cada para uma empresa que recebeu R$ 57,9 milhões do Banco Master. As duas notas foram canceladas. Ambas foram emitidas em 7 de abril de 2025 por serviços advocatícios prestados para a Copenhagen Assessoria e Consultoria. Uma foi cancelada no mesmo dia e outra dois dias depois, em 9 de abril de 2025.
A Copenhagen tem como diretor desde setembro de 2025 Rogerio Lourenço Novo. Ele é o responsável pela Contábil Correa. Flávio Bolsonaro emitiu uma outra nota, de R$ 500 mil, para essa empresa em 9 de abril de 2025, mesmo dia no qual a última nota para a Copenhagen foi cancelada.
Lourenço Novo é conselheiro fiscal da Ambipar, empresa controlada por Tercio Borlenghi Junior, investigado em conjunto com Daniel Vorcaro e o Banco Master por manipulação do mercado. A Copenhagen pertence ao fundo Estonia, que por sua vez é controlado por Borlenghi Junior, apurou a Folha. Em vídeo publicado em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro disse que não prestou serviços para a Copenhagen. “Não aceitei trabalhar para essa empresa Copenhagen que supostamente é utilizada por [Daniel] Vorcaro para fazer pagamento para algumas pessoas. Não foi o meu caso”, disse.
Justiça determina exclusão de post de Lula com ACM Neto – A Justiça Eleitoral determinou que a Meta remova uma publicação no Instagram e Facebook que falsamente indicava apoio de Lula a ACM Neto e ao ex-ministro João Roma na Bahia. A decisão do juiz Mhercio Cerqueira Monteiro visa garantir a integridade do debate democrático, proibindo conteúdo visual que possa induzir eleitores ao erro. A Meta deve retirar a monetização e fornecer dados do responsável pela postagem.
União e PP apoiam candidato de Ratinho Jr. – União Brasil e Progressistas apoiam Sandro Alex (PSD) para suceder Ratinho Júnior no Paraná, após divergências sobre Sergio Moro, que migrou para o PL. A aliança foi formalizada em reunião que contou com lideranças políticas locais. Moro, anteriormente vetado pelo PP, tenta fortalecer sua candidatura com apoio de figuras como Deltan Dallagnol. Em âmbito nacional, União Progressista adota neutralidade na disputa presidencial.
‘O BRASIL não se entrega’ – O PT lançou a campanha “O Brasil não se entrega” em resposta às tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros, associando a família Bolsonaro à medida de Trump. A campanha promove a defesa da soberania e economia nacional. Pesquisa aponta que maioria dos brasileiros responsabiliza Flávio Bolsonaro pelas tarifas. A disputa entre petistas e bolsonaristas se intensifica no cenário eleitoral.
PIVÔ da crise Michelle x Flávio desiste do Senado – Priscila Costa, aliada de Michelle Bolsonaro e pivô da crise com Flávio Bolsonaro, será candidata à Câmara dos Deputados após perder a vaga ao Senado. A mudança ocorreu após Michelle deixar a presidência do PL Mulher, enfraquecendo as articulações em seu favor. Priscila afirma manter apoio a Flávio, mas sua candidatura foi impactada pela ausência de Michelle nas decisões do partido.
CAIADO intensifica ataques ao clã – O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, intensificou seu embate com o bolsonarismo, especialmente contra Flávio e Eduardo Bolsonaro. Criticando suas posições sobre o tarifaço americano e as urnas eletrônicas, Caiado busca se destacar na corrida presidencial, mesmo estando atrás nas pesquisas. A estratégia reflete uma mudança em sua comunicação, influenciada por sua esposa e novos estrategistas, visando aumentar seu engajamento político.
ESPERTEZA de Kassab – O presidente do PSD, Gilberto Kassab, gerou desconforto ao associar Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e aliado de Flávio Bolsonaro, ao presidenciável Ronaldo Caiado em convites para a convenção partidária. Tarcísio, que apoia Flávio ao cargo presidencial, confirmou presença no evento, mas pretende evitar Caiado, que tenta se desvencilhar da imagem de aliado de Jair Bolsonaro para conquistar a direita moderada.
MILEI será homenageado por Tarcísio – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, homenageará o presidente argentino Javier Milei com a Ordem do Ipiranga, maior honraria do estado, em encontro no Palácio dos Bandeirantes neste sábado. A cerimônia antecede a convenção do PL no Estádio do Pacaembu, que definirá a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. Milei não se encontrará com o presidente Lula, e uma visita a Jair Bolsonaro foi suspensa pelo STF.
UNIÃO quer Canella na chapa – O União Brasil tem insistido em Márcio Canella como o nome do partido para concorrer ao Senado pelo Rio de Janeiro na chapa apoiada por Flávio Bolsonaro. O recado dos dirigentes da legenda ao PL é que o ex-prefeito de Belford Roxo é o único nome com o qual o União trabalha. Após a prisão de Canella, porém, o PL não vê condições de manter o ex-prefeito na chapa. Lideranças da legenda de Flávio acreditam que o próprio União sabe que Canella está inviabilizado na disputa, mas utiliza o nome dele para pressionar a federação com o PP a desembarcar da aliança no estado fluminense. Se a aliança do PL com União Brasil e PP naufragar no Rio, os correligionários já têm um culpado: Flávio Bolsonaro. Para eles, a postura de isolamento e centralizadora do presidenciável é o fator central que compromete o cenário estadual.
PRIORIDADE de Lula – O presidente Lula deve priorizar os maiores colégios eleitorais do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além dos estados nordestinos governados pelo PT, na largada da campanha eleitoral. Sua agenda inclui presença em convenções para oficializar candidaturas, como a de Fernando Haddad em São Paulo, e apoio a candidatos à reeleição no Ceará, Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte. A estratégia enfatiza eventos significativos no Sudeste, com destaque para São Bernardo do Campo, reforçando a conexão histórica de Lula com a região.
