qua, 17 de julho de 2024

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Moradores do Carajás recebem mais areia do que água nas torneiras

Direção do DAE admite problema, mas ainda não dá prazo para solução definitiva

“Este é um problema que já se arrasta há alguns anos, mas até agora sem aceno de solução imediata e definitiva”. O desabafo foi feito por uma moradora da rua Davi Martins, no Carajás, onde parte das residências recebe a água que é distribuída misturada com areia.
A situação foi apresentada pela reportagem do Grupo A Plateia na tarde da última terça-feira, a pedido dos próprios moradores que dizem não aguentar mais o tamanho do prejuízo acumulado em razão das inúmeras limpezas que precisam ser feitas nas lavadoras, chuveiros e outros recipientes usados para armazenar água. Segundo Daniele Prestes Vargas, já foram muitos os pedidos de solução protocolados no DAE – Departamento de Água e Esgotos de Sant´Ana do Livramento, todos sem resposta. É tanta areia saindo pelas torneiras que os moradores precisam improvisar filtros de pano para não entupir e sujar com barro as pias de cozinha e banheiros.
“Eles ficam de vir aqui e não vem. Acabamos sofrendo danos materiais por causa deste problema com a areia. Já estragamos lavadora, chuveiro, e tenho certeza que não seremos ressarcidos por conta dessa situação. Todas as vezes que a minha sogra foi até o DAE e pediu para virem dar uma olhada, nunca o bairro foi atendido”, destacou ela.

O problema

O problema já foi detectado pelos departamentos Operacional e de Planejamento do DAE e há a necessidade de se fazer os devidos reparos. Enquanto a solução definitiva não é dada, os moradores seguem mobilizados e organizaram nesta semana uma abaixo-assinado que foi entregue ao DAE na quinta-feira. Morador da localidade há mais de 40 anos, Clovis Pacheco residente à rua Floriano da Luz, no Carajás, disse que já perdeu as contas de quantas vezes pediu solução e não foi atendido. “Estamos cansados. Estamos pagando pela água e recebendo areia que vem pelos canos até as nossas casas. Isso é absurdo”, frisou ele. Clóvis entrou em contato com os demais moradores e recolheu as assinaturas que constam no documento que já chegou até a mesa da presidência. “Nunca recebemos explicação alguma. Estamos pagando caro e não temos uma água que sirva para tomar. Um galão custa R$ 28 reais e é consumido em cinco dias, nosso custo por mês é alto tendo que comprar água para tomar, ou seja, pagamos duas vezes e o problema está se agravando”, desabafou Danielle. Os moradores ainda alegam que irão buscar o ressarcimento legal judicializando a questão.

Contraponto

Procurada pela reportagem para comentar as declarações dos moradores, a diretora-presidente do DAE e também diretora-Operacional, Izabel da Cunha Alvarez, disse que a Autarquia tem pleno conhecimento do problema e que este já se arrasta há um bom tempo. A solução, porém, passa pela necessidade de investimento.
A Plateia: O DAE é conhecedor desta situação?
Izabel Cunha: Sim. Ocorre há pelo menos 4 anos (conforme relato dos próprios moradores). A principal causa da areia é que o poço está atendendo uma enorme demanda e o pré-filtro (o revestimento do poço que filtra) não está filtrando a totalidade da areia. A areia nas torneiras ali está acontecendo porque é rede 3/4 no local (rede muito fina) aí qualquer acúmulo de areia vai para a rede das residências. Se os moradores tivessem instalados reservatórios isso não aconteceria ou pelo menos minimizaria o problema, pois a água teria um tempo para decantar não indo para a rede interna do imóvel.
A Plateia: Qual a solução que será apresentada para os moradores?
Izabel Cunha: Solução existe, soluções definitivas dependem de recursos, mas a curto prazo, desde fevereiro estamos vendo uma solução, que será o esgotamento da rede, para verificar a situação atual , e posteriormente substituição de rede, por uma rede de maior diâmetro.
A Plateia: Já existe um prazo para que a limpeza (ou conserto) seja providenciada?
Izabel Cunha: O prazo não depende, muitas vezes, de nossa vontade, pois todos os dias temos demandas urgentes, vamos fazer dentro do possível, dentro de nossas possibilidades de mão de obra. Estamos numa situação onde o DAE tem diversos servidores afastados por atestados médicos (de risco), outros que estão em recuperação após testarem positivos, outros em processo de aposentadoria. Ou seja, nossa demanda atualmente está inversamente proporcional a quantidade de servidores, bem como os recursos disponíveis, mas sabemos das necessidades da população, e estamos trabalhando para atendê-las. Vamos abrir a rede da localidade em questão na semana que vem.

 

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