Eis a questeão! – Jurema Luz – 18/07/20

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A nossa aparência de cada dia

Incrível como o padrão pré-estabelecido pela sociedade se enraizou em nosso consciente – ou inconsciente – de tal forma que determina tudo (ou quase) do que somos. Explico-me. Somos julgados e valorizados pelo carro, pela casa, pela roupa, enfim, por tudo o que for visível aos olhos de nossos semelhantes, inclusive nossa aparência física. A cultura, essa como é invisível, é supérflua!
E aí é que mora o perigo, porque de todas as coisas citadas, a pior é a aparência. Pior? Nem tanto. Vejamos o lado positivo. A indústria de cosméticos prospera de forma exponencial, a indústria alimentícia apregoando e mudando nossa forma de comer cresce a olhos vistos, a indústria do vestuário, bom, essa nem se fala, há muito dita moda e tendências. Mas, e nós, nosso interior? Como nos vemos? Como nos sentimos? Afinal, fazemos parte de todo este contexto.
Comecemos pelo alto: nossos cabelos. Curtos, longos, lisos, encaracolados, não importa, o que importa é que têm que ser lindos, brilhantes e macios o que nos leva (não só as mulheres) a frequentar salões de beleza, gastar milhares de reais anuais para, em muitas ocasiões, nos frustrar. Trocamos de xampu pelo menos uma vez ao mês, para nosso cabelo não se acostumar e, também, para podermos enaltecer ou crucificar esta ou aquela marca. Sem falar nos cortes da moda. Repicado, Chanel, rebelde, enfim … E a cor? Ah sim, sou castanha (o cabelo, é claro) porém, que tal umas luzes? Ou um vermelho da cor das chamas? Ou uma descoloração me deixando loira? Não importa. O que importa é que eu preciso, eu tenho que mudar minha aparência para me agradar (?) ou agradar a tendência. Olha que apenas falei dos cabelos.
Aí vêm os complementos. Ser magra, alta (bom, isso não é algo que possamos determinar), dentes de anúncio de dentifrício, botox para preencher rugas, lábios ou seja lá o que for, academias de manhã à noite para manter a forma, e por aí vai. Outro dia vendo um vídeo (antigo, por sinal) que fala que se fazer ginástica fosse nos dar longevidade o coelho viveria mais que uma tartaruga, e se comer só grama ajudasse a emagrecer o hipopótamo e elefante seriam esbeltos.
Mas, como eu falei no segundo parágrafo: e nós? E o nosso interior?
Quando vamos envelhecendo e vemos nossa figura, antes tão jovem e atrativa, se transformar diante de nossos olhos precisamos nos fortificar não só o corpo, mas, a alma, mais que tudo. Ah, esqueci, devemos envelhecer com dignidade e considerar a terceira idade como a “melhor idade”, mesmo que nos considerem grupo de risco.
A princípio achei que fazer parte do grupo de risco era uma deferência com a minha idade, em respeito à limitação respiratória, à resistência física, e outros males que vão aparecendo com o tempo, mas, depois que vi a maneira como estão tratando os velhos, aquela nova cultura de que “devemos respeitar nossos velhos” mudou radicalmente, estão transformando os velhos nos vilões da história.

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