Bastidores – Edis Elgate – 25/04/2020

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

O custo da responsabilidade

Em tempos de pandemia… Ou melhor: a qualquer tempo, o ocupante de função pública, seja por eleição, seja pela atividade profissional concursada ou contratada, enfrenta um grande desafio: o da opinião de seu “cliente” – no caso, o cidadão, usuário e contribuinte. Atualmente, ouve-se cotidianamente críticas – as mais diversas – principalmente à classe política e mais principalmente ainda nas redes sociais.
Políticos de todos os naipes são acusados de acomodados (por terem, por ora, seus subsídios garantidos enquanto a maioria aceita o isolamento sem a garantia da subsistência para si e para a família), oportunistas e assistencialistas (ao divulgar atividades de assistência às pessoas em situação de maior vulnerabilidade) ou ainda de omissos e insensíveis (por não fazer ou, pelo menos, não mostrar nenhuma ação de auxílio e/ou assistência a quem precisa).
O dilema é grave. Em Livramento, vários dos políticos que já ocupam cargos eletivos sabem do risco de divulgar esse tipo de atividade em ano eleitoral. Optam, acertadamente, por simplesmente “virar o lombo” e deixar que a crítica lhes caia por cima, mesmo que estejam, como estão, ajudando em diversas frentes. Quem ainda está fora, precisa visibilidade e não conhece os riscos da lei, argumenta que a ajuda por consciência e responsabilidade coletiva – e expõe isso aos quatro ventos.
Nesse caso, vale o alerta: O Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio da Promotora de Justiça Eleitoral Ana Emília Vilanova, “recomendou” aos vereadores e pré-candidatos que quiserem ocupar cargo público a partir das eleições deste ano que evitem promover qualquer forma de assistencialismo eleitoral, distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios. O texto é do último dia 9 e ganhou repercussão quando, com base na orientação, a Câmara de Vereadores de Lajeado optou por não reduzir os subsídios dos parlamentares sob risco de processo por crime eleitoral.
O documento foi encaminhado pela União dos Vereadores do Rio Grande do Sul – UVERGS a todos os partidos políticos no Estado, para que seus pré-candidatos sejam orientados a respeito das condutas vedadas. A sugestão, portanto, é essa: político que quiser ajudar, ajude (as pessoas precisam, sim), mas evite a divulgação, para garantir a chance do reconhecimento mais adiante.

Em casa

Como um dos primeiros partidos a definir seu pré-candidato a Prefeito, ainda antes do fim do ano passado – o líder comunitário e o presidente do PCdoB Josué Rodrigues – a agremiação continua agendando encontros e conversando com outros partidos. Mesmo com candidatura própria, o debate se concentra na construção de uma proposta objetiva de desenvolvimento econômico e social para o município.

 

 

Parcerias pela comunidade

Em meio às muitas dificuldades e incertezas causadas pelo combate à pandemia do novo coronavírus, Livramento recebe algumas boas notícias. Esta semana, através do vereador Germano Camacho, a prefeita Mari Machado recebeu a notícia da liberação de uma emenda parlamentar no valor de R$ 250 mil encaminhada e viabilizada pelo deputado federal Maurício Dziedricki, visando à realização de obras de pavimentação no município. Germano fez questão de comunicar pessoalmente a liberação do recurso, lembrando de sua importância por se tratar de uma demanda bastante antiga da comunidade santanense. Recebeu de Mari agradecimentos pelo empenho na articulação do recurso e ouviu o reconhecimento sobre a importância de cada recurso que entra nos cofres municipais. Essa, com certeza, foi apenas uma das parcerias que vêm por ai.

Sempre alerta

Não são poucos os exemplos de mobilização comunitária e gestos de fraternidade durante a crise causada pela pandemia do novo coronavírus em Livramento. O professor e vereador Antônio Zenoir, do REPUBLICANOS, por exemplo, destacou esta semana a iniciativa do Grupo de Escoteiros Duque de Caxias, cujos integrantes recolheram donativos junto à comunidade e produziram mais de 300 “quentinhas”, que foram distribuídas a famílias carentes do município. Ele explica que a campanha dos escoteiros continua e pede que a comunidade continue colaborando.

IPE Saúde

Enquanto isso, Zenoir continua lutando, junto com seu colega republicano Evandro Gutebier, para viabilizar a reativação definitiva dae uma agência do IPE em Livramento. Os segurados têm sido atendidos por um servidor que viaja semanalmente da região metropolitana para a fronteira. Zenoir e Gutebier trouxeram da Presidência do IPE a proposta de parceria com a Prefeitura, que só teria que ceder um servidor para atender o novo local.

Experiência no páreo

O PSD santanense definiu o nome de seu vice-presidente, o ex-prefeito de Quaraí e ex-coordenador regional da Fundação Gaúcha do Trabalho e do SINE, Saul Rosa de Castro, como seu pré-candidato à Prefeitura Municipal. O partido perdeu a cadeira na Câmara com a saída do vereador Antônio Zenoir, mas manteve sua estrutura orgânica e começa a conversar com outras agremiações. Tem, na pré candidatura de Saul Castro, um bom nome, fundamentado pela experiência na gestão e no campo social. Saul foi também secretário de Assistência Social no governo Glauber e tem bom trânsito nas esferas estadual e federal.

 

 

Presidente desconfortável

O PTB já marcou para esta próxima segunda-feira uma reunião de sua Executiva Municipal para avaliar a nomeação do secretário-geral do partido, Alencastro Feippe Martins, para a Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade Urbana. O presidente do partido e pré-candidato a Prefeito, Claudio Coronel, disse ter sido colhido de surpresa pela nomeação, uma vez que a Executiva já havia deliberado sobre convite da prefeita Mari Machado e que o próprio Feippe foi um dos votos contrários mais veementes. Coronel admitiu que se sente confortável, uma vez que a nomeação teve certamente a anuência do vereador Germano Camacho, e disse que, atendendo a pedidos de outros membros do partido, deverá encaminhar o caso ao Conselho de Ética do PTB.