Eis a questão! – Por Jurena Luz – 14/03/2020

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O PRECONCEITO, ESSE BICHO PERIGOSO

Preconceito como a própria etimologi a da palavra diz: é um conceito antecipado que temos ou fazemos sobre algo ou alguém.
Já percorremos quase ¼ do século XXI e, ainda, há muito preconceito e limitação.

O preconceito está em muitos lugares: na figura gorda de uma pessoa, na altura (se muito baixa, ou muito alta!), se possui carro e de que marca, se a roupa é de marca, e por aí vai… O preconceito é um sentimento que carregamos devido a nossa cultura, ao meio em que vivemos, ao histórico de nossas famílias, ao tipo de povo que somos.
O preconceito é algo tão terrível que ele se imiscui até na nossa maneira de falar, em nosso vocabulário.

Lembro que, quando fui para Porto Alegre, lá pelos idos de mil novecentos e antigamente, levei da minha fronteira esse maravilhoso sotaque que pronuncia as palavras com clareza, onde a letra E é pronunciada como letra E e não como I (o famoso LEITE QUENTE), pois bem, levei anos para ir me adaptando ao TI FALEI, TI DISSE e outras barbaridades más.

Eu nunca consegui me separar totalmente da minha terra. Sempre quis voltar. E, eis-me aqui, de volta, já há 5 anos, e não é que ainda caçoam de mim por causa do meu sotaque?!
Evidente que o tchê, bah e o capaz eu jamais abandonei, podiam rir e debochar de mim à vontade que eu fazia questão de pronunciar mais forte ainda, mas, o maldito do I no lugar do E, veio entrando de fininho e hoje, muitas vezes, me pego atenuando o som do “E” no final das palavras e quando eu escuto o que pronunciei me sinto uma fraude.

E, por falar em preconceito linguístico, apenas para tornar um pouco mais claro o que quero dizer com preconceito linguístico, ele ocorre de forma mais intensiva em países grandes como o nosso, onde há diferença de dialeto de nossa cidade para outra cidade mais distante dentro de nosso estado, imagine de nossa cidade para outra cidade do nordeste, por exemplo.

Eu já ouvi pessoas locais rirem da forma de falar de brasileiros nascidos no norte, ou no Mato Grosso, enfim, em lugares que pronunciam de maneira diferente a mesma palavra. E por que tal não aconteceria (falar de maneira diferente)? Se para um mesmo objeto existem duas, três e/ou até quatro formas de serem denominados!
Que tal nos orgulharmos dessa riqueza cultural ao invés de tripudiar sobre alguém que fala diferente de nós!

A amante

Por: Fernando Albrecht Anos 1970. Presidente de uma entidade empresarial nomeada agendou reunião com um senador da República. Saiu do aeroporto e foi direto para

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