Operação Golfinho – Soldado santanense é destaque por trabalho realizado na praia do Cassino

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O soldado Muniz, da BM, participa da Operação Golfinho há 9 anos, sendo destaque por ter realizado inúmeros salvamentos. Mas, na edição deste ano, são as suas esculturas na areia que têm chamado a atenção dos veranistas

Nesta semana, o Corpo de Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul divulgou uma nota sobre a 1ª Companhia de Guarda-Vidas do Litoral Su,l que atua na região da praia Cassino em Rio Grande, informando aos veranistas que os guarda-vidas daquela unidade constroem verdadeiras obras de arte na areia, em frente a seus postos de trabalho. Além de servir e proteger os banhistas, os soldados também aproveitam as esculturas para conscientizar a população sobre os perigos no mar.

Como é o caso das guaritas n.07, 10 e 21, onde os Guarda-Vidas diariamente levantam na areia essas belas esculturas, é uma forma de demonstrar seus talentos, deixar seu local de trabalho bem apresentado e organizado ao público, onde se nota a aproximação dos veranistas e, principalmente, as crianças para tirarem fotos das guaritas, oportunidade que os guarda-vidas aproveitam para interagir e orientar os banhistas dos cuidados que deverão ter para um banho seguro no mar. O guarda-vidas soldado Muniz, da guarita n. 10 também produz miniaturas das viaturas e guaritas da corporação chamando ainda mais a atenção de quem passa pelo local.

Luís Alberto Muniz Costa, 29 anos, é um dos policiais santanenses que foi destacado para atuar no período da operação no litoral gaúcho. Há 10 anos na Brigada Militar, e a 9 servindo como guarda-vidas. Ele diz que, em todo este tempo, atuando no litoral realizou inúmeros salvamentos de banhistas e que a ideia de fazer as esculturas surgiu nos dias mais calmos com o objetivo de aproximar as pessoas da guarita e dos profissionais. “Essa era a ideia inicial e a gente acabou percebendo que os banhistas começaram a se aproximar mais e tirar fotos e interagir. Com o passar do tempo fui aperfeiçoando a técnica nos detalhes das esculturas para trazer uma realidade maior para aquelas figuras. Foi quando eu comecei a fazer diariamente, chegava mais cedo no posto, ou aproveitava os dias de pouco movimento, como eu trabalhava, antes, em uma praia pequena as pessoas se espalhavam muito e para fazer com que elas ficassem mais próximas da guarita e facilitar o nosso trabalho, além de garantir mais segurança para elas, eu fazia as esculturas na areia. E aí, as rádios começaram a divulgar, Atlântida, Rádio Gaúcha e isso tudo ajuda a atrair o público para mais próximo da guarita”, contou à reportagem do Jornal A Plateia.

O guarda-vidas disse que a partir dessas simples ação conseguiu chamar a atenção das pessoas e repassar informações importante como as condições do mar além de alertar sobre os cuidados que elas devem ter ao entrar na água. “Isso tudo é nossa função. O guarda-vidas, além de entrar no mar, salvar a vida da pessoa e resgatá-la, ele faz um trabalho preventivo para inibir a possibilidade de ocorrência de algum afogamento” comenta.

O PM, que atua durante o ano no policiamento em Livramento há 5 anos, disse que é fundamental o profissional estar sempre buscando atualização na sua profissão realizando cursos e se aperfeiçoando. “Fui, por exemplo, do batalhão de choque em Porto Alegre por 2 anos, trabalhei em Júlio de Castilhos por 2 anos e dentro desses 10 anos, na BM, fiz diversos cursos de especializações, um deles foi o de salva-vidas, além do curso táctico com moto da ROCAM, e recentemente fiz o curso de operador aéreo tático que é o trabalho de patrulhamento em aeronave, helicóptero e avião para resgate e salvamento em lugares de difícil acesso, e salvamentos aquáticos e terrestres. Um curso multimissão que nos habilita prestar muitos serviços à comunidade” encerrou.

Matias Moura | contatomatiasmoura@hotmail.com