Rumos e desafios da ovinocultura são debatidos em evento da Farsul no município

Um mercado em expansão, “temos pelo menos 20 anos para crescer”, afirma André Camozzato, presidente da Comissão de Ovinocultura da Farsul em evento em Livramento

A Capital Nacional da Ovelha recebeu, nessa quinta-feira (25), a reunião semanal da Comissão de Ovinos da Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul) para debater temas relacionados à cadeia produtiva. Técnicos, produtores e autoridades estiveram reunidos no centro de eventos da Associação e Sindicato Rural de Livramento para uma troca de experiências e conhecimentos relativos ao desenvolvimento sustentável da ovinocultura e aprimoramento do seu manejo.

Com o mercado da carne ovina em expansão e o da lã ganhando novas perspectivas, a ideia da comissão é ajudar os criadores a produzir mais e melhor. Por consequência, serem melhores inseridos no mercado recebendo também o apoio técnico por meio do programa In ovinos, como explica o presidente da comissão, o produtor André Camozzato: “Nós queremos auxiliar os produtores com essas ferramentas de trabalho para melhorar os seus números de produção. Para isso contamos também com o conhecimento dos nossos irmãos uruguaios que compartilham conosco as ações que eles têm feito para a erradicação da mosca da bicheira, por exemplo. Essa reunião aqui em Livramento foi de grande de importância porque a gente conseguiu atingir um número maior de produtores. E esse é o nosso foco. A partir deste ano, as comissões temáticas começaram a serem implantadas no mês de abril quando a coordenação foi definida e desde maio nós temos feito reuniões mensais”, disse.

E ainda continua: “Para o produtor que desenvolve um importante trabalho na cidade de Encruzilhada do Sul, com o projeto “Pensando Cordeiros” o atual momento da ovinocultura está em constante expansão e criando novas oportunidades de negócios”.

O nosso patrão, que é o mercado, está muito bom, o momento é excelente e existe um bom espaço para crescimento. Um mercado que absorve tudo, compra tudo e ainda falta produto. Se pode ver que nós temos pela frente pelo menos 20 anos para seguir em pleno crescimento, mas é uma atividade que precisa ser trabalhada de uma forma mais profissional e com uma maior produtividade para virar uma economia de escala. Então, esses são alguns conceitos e alguns caminhos que a gente está buscando fomentar e compartilhar conhecimento dentro dessa comissão”, destacou André.

Sobre a reunião em Livramento, André Camozzato, diz que foi um evento muito produtivo de troca de ideias e que a integração com o Uruguai pode trazer grande proveito para os produtores, pois o país vizinho possui muita tradição nesta atividade. “Essa integração é algo bastante natural porque dividimos o mesmo tipo de bioma e a forma pastoril também é igual a que nós temos. OUruguai tem alguns bons exemplos a compartilhar conosco na área de pesquisa e de cooperativas e trabalho de produtores em conjunto, e existe uma vontade de ambos os lados de querer trabalhar juntos. Hoje em dia as coisas estão mais fáceis, por causa da tecnologia, então, precisamos também aproveitar isso em favor da ovinocultura”, afirmou.

Grupo Aplateia