Por: Gilberto Jasper
Jornalista/gilbertojasper@gmail.com
A população estimada do Brasil chegou a 214,2 milhões de pessoas em 1º de julho de 2026. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de habitantes teve um crescimento de 0,37% se comparado ao de 2025 (213,4 mi-lhões), quando a variação foi levemente superior (0,39%).
Além disso, o Brasil tem 15 cidades com mais de 1 milhão de habitantes. Esses locais concentram 20% da população brasileira, somando 42,9 milhões de pessoas. Apenas Guarulhos e Camp-nas, ambas cidades de São Paulo, não são capitais estaduais.
Os dados, que podem parecer meras curiosidades ou aleatórios, são fundamentais para o cálculo de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).
Pesquisadores e técnicos do próprio IBGE afirmaram, em dife-rentes ocasiões, que o Brasil caminha para um crescimento cada vez menor da população devido ao cenário de mudanças demográficas. A redução do número de filhos e o envelhecimento mais acentuado são marcas desse processo.
Outro dado divulgado envolve o endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro que alcança 49,9%, conforme dados do Banco Central. O comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) subiu de 28,5% para 28,9%, sem contar os empréstimos imobiliários, que passou de 256,2% para 25,6%.
A facilidade de crédito impacta diretamente no endividamento das famílias. Os famigerados créditos consignados constituem uma verdadeira chaga, devido à ilusão que o débito feito diretamente no salário “dói menos” que os empréstimos bancários. Isso transfor-mou a vida dos brasileiros numa tortura mensal para fechar as contas.
Os crediários alongados oferecido pelo comércio em geral contribuem para o agravamento da vida financeira dos brasileiros. “Se a prestação couber no orçamento doméstico, a gente compra”, repetem os assalariados que acumulam, às vezes, grande quantidade de pequenos débitos. O somatório leva ao endividamento crônico, comprometendo, inclusive, a saúde mental da população.
A liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento de dívidas é uma medida polêmica. Afinal, ao ser demitido, além do seguro-desemprego, pago por tempo determinado, o fundo é alternativa para fazer frente aos compromissos.
