Edição de Chico Bruno
MANCHETES DOS JORNAIS
O GLOBO – EUA anunciam tarifaço de 25% para produtos do Brasil, com exceções
FOLHA DE S.PAULO – EUA confirmam novo tarifaço de 25% para produtos do Brasil
O ESTADO DE S.PAULO – Governo Trump impõe nova taxa de 25% a produtos do Brasil
Correio Braziliense – Tarifaço de 25% é confirmado pelos EUA
Valor Econômico – MP da dívida rural prevê renegociação de mais de R$ 100 bi com produtores
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia
IMPOSIÇÃO do dono do mundo – Após um ano de investigação, o Escritório do Representante Comercial dos EUA recomendou à Casa Branca a aplicação de uma alíquota adicional de 25% a exportações do Brasil. O presidente Donald Trump reconheceu o estudo e oficializou a sobretaxa, que pode chegar a 37,5% para alguns produtos. A decisão foi baseada na Seção 301 da Lei de Comércio do país, que permite retaliações a práticas consideradas injustas — Pix, pirataria, patentes e concessão de tarifas a outros países foram alguns dos pontos avaliados. Autoridades e setor produtivo brasileiros esperam uma lista de exceções.
MARCO Rubio critica Lula e o acusa – O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou o governo Lula em uma postagem no X, acusando-o de não negociar de boa-fé com os EUA. Após a recomendação do USTR de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, Rubio afirmou que as políticas de Lula prejudicam tanto americanos quanto brasileiros e que o ego do presidente impediu um acordo benéfico para o Brasil.
GOVERNO faz acordo com o agro – O governo federal editou uma Medida Provisória para a renegociação das dívidas rurais. A MP, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite desta quarta-feira, 15. O Ministério da Fazenda estima que mais de R$ 100 bilhões em operações poderão ser renegociadas pela medida. Os termos da MP já haviam sido detalhados no início da tarde pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A edição da MP é uma resposta do governo ao endividamento rural como alternativa ao projeto de lei 5.122/2023, aprovado no Senado há um mês, sob discordância do Executivo, e que tramita na Câmara dos Deputados. O Ministério da Fazenda, que via o projeto como “pauta-bomba”, articulou um meio-termo para a proposta com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo estimativas da Fazenda, o projeto de lei teria impacto fiscal de R$ 140 bilhões ao longo de treze anos, enquanto a MP tende a ter custo inferior a R$ 4 bilhões por ano ao longo de dez anos. O custo da MP ainda está sendo calculado pelo Executivo e é referente à equalização das taxas de juros nas linhas de crédito.
BRASIL compensa tarifas de Trump com mais vendas à China – Apesar das tarifas impostas pela gestão de Donald Trump, o Brasil continua acumulando números positivos na balança comercial. No primeiro semestre de 2026, as exportações totais do País alcançaram US$ 184,8 bilhões, a maior cifra já registrada para o período. O grande parceiro comercial tem sido a China, cuja forte demanda pelas commodities brasileiras tem ajudado a mitigar o impacto das incertezas provocadas pelos EUA. No primeiro semestre, as exportações para o país asiático cresceram 22% ante o mesmo período de 2025 e somaram US$ 58,3 bilhões. Os embarques de óleos brutos de petróleo – motivados pela guerra no Oriente Médio – e soja cresceram. Por outro lado, os americanos compraram US$ 17,4 bilhões do Brasil, 13% a menos.
O PIX é nosso – Não há a menor possibilidade de o Brasil acabar com o Pix por exigência de Trump. Hoje, é o principal meio eletrônico de pagamento do país em número de operações, com mais de 170 milhões de usuários, custos inferiores aos dos cartões e participação superior à metade das transações no segundo semestre de 2025. Classificá-lo como “prática desleal” equivale a converter uma inovação destinada a reduzir custos de transação em infração comercial porque ela diminui a renda de intermediários privados. Há dois aspectos importantes a considerar. O primeiro é de natureza econômica. Apesar de ser o segundo parceiro do Brasil, o comércio com os Estados Unidos, que movimentou US$ 36,4 bilhões no primeiro semestre, representa apenas 2% do PIB brasileiro. Ou seja, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem cacife para não entregar o que Trump está querendo. O segundo é eleitoral: por mais que Flávio Bolsonaro tenha se esforçado para ser interlocutor da Casa Branca e obter o adiamento do aumento de tarifas, sua viagem a Washington para se encontrar com o secretário de Estado, Marco Rubio, foi uma espécie de “me engana, que eu gosto”. Isto é, pura figuração. Na prática, o que fez foi entregar a bandeira da soberania nacional para Lula nas eleições.
FURO na convocação – A Comissão de Relações Exteriores da Câmara encaminhou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, após a ausência dele na sessão de ontem. O colegiado avalia a possibilidade de crime de responsabilidade, pois o chanceler tinha sido formalmente convocado. Vieira deveria prestar esclarecimentos aos parlamentares a respeito de declarações dele sobre o risco de uma eventual ação militar dos Estados Unidos contra o Brasil, após o governo norte-americano classificar facções brasileiras como organizações terroristas. A ausência do ministro provocou reação entre integrantes da comissão. Ao abrir a sessão, o presidente do colegiado, Marcel van Hattem (Novo-RS), afirmou que não houve uma confirmação “clara ou expressa” de que o chanceler deixaria de comparecer e criticou a forma como o comunicado foi encaminhado pelo Ministério das Relações Exteriores.
PRESIDENTES de partidos são intimados – O ministro Flávio Dino apertou mais o cerco na investigação que apura a destinação de emendas parlamentares na Câmara. O magistrado intimou, ontem, 21 presidentes de partidos para que, em um prazo de 10 dias úteis, informem se participam de definição, gestão, distribuição ou operacionalização dos recursos públicos. Dino quer ser informado se o presidente do partido dispõe de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas parlamentares. Em caso positivo, o dirigente terá de esclarecer a natureza, a finalidade e a abrangência. Também terá de explicar quem tem competência para autorizar e deliberar sobre o uso desses recursos; o fundamento jurídico e o instrumento formal (como atas ou normas internas) que ampara essa prática; e o procedimento efetivamente adotado para a definição e a destinação dos respectivos recursos.
COBRANÇA, também, ao governo – Na terça-feira, Dino determinou ao governo a adoção de critérios mais rígidos de rastreabilidade, transparência e controle sobre as emendas, e afirmou que há “um mercado de terceirização ou privatização” dos recursos no país. A destinação das verbas por figuras políticas sem cargo eletivo, segundo Dino, representa uma “vinculação esdrúxula” com projetos eleitorais.
TENSÃO só aumenta – Os partidos estão meio zonzos diante da decisão do ministro Flávio Dino de cobrar que todos se expliquem sobre as indicações de emendas parlamentares. A nota do MDB, por exemplo, afirma que “o jurídico está analisando como se posicionar, pois — via de regra — é evidente que emenda é prerrogativa só de parlamentar”. PSol e Novo negaram veementemente o uso desse tipo de prática. Os demais também se mostraram indignados, mas ninguém pretende descumprir a ordem do ministro do STF.
QUEM procura… – … acha – Deputados de partidos de esquerda preparam um requerimento de informação para saber exatamente onde Tuca está trabalhando neste momento. No site de consulta do sistema da Câmara dos Deputados, a servidora aparece lotada na Diretoria Administrativa, mas não especifica em qual departamento. Esses parlamentares acreditam que, pela lógica, ela deveria estar no Departamento de Finanças, Orçamento e Contabilidade, mas quem telefona para lá é informado que não há nenhuma Mariângela Fialek trabalhando ali.
SEGUE o fio – Parlamentares querem entender a função que Tuca exercia e para quem ela respondia dentro da Casa, afinal, até agora já foi descoberto que a servidora cuidava de emendas do Progressistas, PL e Republicanos. Deputados desejam entender como funciona o sistema de sugestão e até que ponto Tuca apenas “realizava seu trabalho técnico”.
E as pesquisas, hein? – O PT respirou aliviado com a melhora da aprovação do presidente Lula apontada na pesquisa Genial/Quaest divulgada esta semana. Porém a avaliação interna é de que não dá para o petista se deitar em berço esplêndido. Não pode haver erros. Nem de Lula, nem de seus principais aliados. Vale lembrar que ele ganhou por uma pequena diferença em 2022.
AINDA tem jogo – Os eleitores de direita não bolsonaristas que, na pesquisa espontânea, afirmam votar em Flávio Bolsonaro no primeiro turno caíram de 44% para 32% entre junho e julho. No meio bolsonarista, a queda foi de cinco pontos percentuais, de 50% para 45%. Porém, até o momento, esses votos não migraram para Ronaldo Caiado (4%), Romeu Zema (3%) ou outro I candidato. Sinal de que, a depender da forma como Flávio levar a sua campanha, podem voltar.
Onde pega – Embora o gabinete de Flávio Bolsonaro tenha divulgado uma nota dizendo que o senador não conhece o “Sicário” de Daniel Vorcaro com quem aparece numa foto que circulou na internet, o PL ficou com pé atrás ante a notícia. É que Flávio aparece sem camisa ao lado de Luiz Phillipi Mourão, indicando algo bem diferente das fotos tiradas nas ruas. Há o receio de que se repita o que houve no episódio do encontro com Vorcaro, quando, num primeiro momento, o senador mentiu, dizendo que não havia se encontrado com o banqueiro. Por isso, a ordem agora é aguardar as investigações.
A LUTA pelo 2222 e pelo 1313 – Em todos os estados, pré-candidatos a uma das vagas de deputado federal pelo PL e pelo PT brigam pelo direito de usar os números dos respectivos partidos na hora de se apresentar ao eleitor. Há uma certeza de que isso ajuda, e muito, a incrementar o número de votos. No PL, Valdemar Costa Neto vai deixar essa questão a ser resolvida por cada estado.
E O Missão? – A legenda está bem otimista com as eleições deste ano. O foco do partido é crescer as bandas estaduais e federais, principalmente a da Câmara dos Deputados. Pela conta dos dirigentes, em um cenário pessimista, a legenda deve eleger quatro deputados em São Paulo, e eles consideram que no estado cinco pré-candidatos têm projeção relevante.
Lembrança dos tucanos – Ao dizer, em entrevista ao portal Uol, que a sociedade brasileira “nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente”, Janja Lula da Silva se esqueceu dos anos 1990, em que Ruth Cardoso, professora e intelectual, trabalhava, e muito, conforme lembram os representantes do PSDB que conviveram com a primeira-dama no governo Fernando Henrique Cardoso. Aliás, quando Lula foi eleito pela primeira vez, Fernando Henrique e D. Ruth receberam o casal Lula e Marisa Letícia para jantar e mostrar as dependências do Palácio da Alvorada. Um exemplo de respeito à democracia e ao voto do povo brasileiro.
FOTO com Sicário abala Flávio – A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República sofreu seu segundo revés em menos de dois meses. O parlamentar aparece em uma foto ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, apontado pela Polícia Federal (PF) como o braço operacional de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O senador nega ter tido contato com Mourão, e questiona a veracidade da imagem. A foto soma-se ao áudio divulgado em maio, em que Flávio aparece pedindo dinheiro a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A imagem foi divulgada ontem pelo portal ICL Notícias, e gerou repercussão imediata tanto entre aliados de Flávio quanto na oposição. De acordo com a reportagem, a foto foi tirada em 2022, dentro das dependências de um hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro. O site informou que, em parceria com o Centro Latino-americano de Investigación Periodística (Clip), submeteu a foto a cinco diferentes ferramentas tecnológicas de detecção de imagem: Gemini, Hive Moderation, Sight Engine, Was It AI e Image Whisperer. O resultado técnico foi unânime entre todos os softwares utiliza dos: nenhuma das plataformas encontrou qualquer indício ou marca d’água que sugerisse que o conteúdo tivesse sido gerado por algum sistema de inteligência artificial (IA) generativa.
BOLSONARO não sabia de post – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele não sabia que a “carta aos brasileiros” que escreveu seria divulgada nas redes sociais pelo seu filho, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manifestação ocorreu por ordem do Supremo. De acordo com o documento, o ex-presidente “jamais soube” que a carta seria publicada. “O peticionário (Jair Bolsonaro) jamais soube que a carta seria publicizada, tampouco houve qual quer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”, afirma a defesa.
“NÃO podemos perder Michelle” – O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu ontem que a campanha eleitoral de seu partido não pode “perder uma pessoa como a Michelle (Bolsonaro)”, ao comentar o conflito entre a ex-primeira-dama e o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O dirigente argumentou que os aliados devem superar diferenças e agir juntos. “Não podemos ter o nosso pessoal dividido. Em campanha, a gente faz qualquer coisa para ganhar a eleição. Às vezes, até convive com pessoas de quem não gosta. Nós não podemos perder uma pessoa como a Michelle”, confessou, referindo-se à briga.
CAMPANHA a todo vapor – A um mês do início oficial da campanha eleitoral, a equipe de Tarcísio de Freitas (Republicanos) obteve 21 decisões liminares da Justiça Eleitoral para retirar do ar publicações impulsionadas com críticas ao governador.
Entre os pagantes, alvos das decisões, estão três parlamentares que auxiliam a equipe do adversário Fernando Haddad (PT): os deputados estaduais petistas Antonio Donato e Emídio de Souza e o deputado federal Jilmar Tatto. Há ainda perfis cujos donos não foram identificados, como “Contra a Maré”, “A Engrenagem” e “Lente de Aumento”, que já estão fora do ar.
ESFORÇO concentrado – O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-PA), anunciou, ontem, que, antes das eleições de outubro, haverá duas semanas de esforço concentrado entre agosto e setembro: de 10 a 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro. Esses períodos devem coincidir com os esforços concentrados na Câmara dos Deputados, e, assim, garantir a aprovação de proposições como a proposta de emenda à Constituição que extingue a escala 6×1, PEC 221/2019, na mesma semana. Também há 57 vetos pendentes de análise no Congresso Nacional, dos quais 49 trancam a pauta de votações atualmente.
ALIADOS de Boulos estão irritados – A tentativa de Teresa Leitão (PT-PE), nova líder do governo no Senado, de melhorar a relação com Davi Alcolumbre (União-AP) por meio da contenção de críticas ao presidente da Casa por parte do secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), e de outros petistas, causou reações negativas no Palácio do Planalto. Aliados de Boulos disseram que o papel da articulação política é fazer pressão para o senador votar o fim da escala 6×1, e não contra quem quer votar o projeto. A redução da jornada de trabalho no país é a maior prioridade do governo Lula no período pré-eleitoral. Mas a articulação do governo não foi capaz de convencer Alcolumbre a levar o texto ao plenário — seus aliados apostam na votação só depois da eleição, embora o governo busque aprová-lo ainda em agosto.
LULA fica 8 pontos à frente de Flávio Bolsonaro – Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o presidente Lula (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para oito pontos em simulação de segundo turno e venceria a eleição por 45% a 37%. Brancos, nulos e declarações de que não vão votar somam 14%, e indecisos, 4%. A vantagem do petista, que era de seis pontos em junho, oscilou dentro da margem de erro. No mês passado, Lula tinha 44% contra 38% de Flávio. Na sondagem realizada em maio, o atual presidente aparecia com 42%, enquanto o congressista do PL tinha 41%, situação que configurava um empate dentro da margem de erro.
PODE levar no 1º – Em relação ao primeiro turno, o cenário estimulado da pesquisa Genial/Quaest mostra Lula na liderança com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio que tem 28%.
Caiado aparece com 4%, seguido por Renan, com 3%, e Zema, com 2%. Daciolo, Cury, Barbosa e Samara Martins (UP) registram 1% cada; os demais candidatos não pontuaram. Indecisos são 11%, enquanto 8% dizem que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam. Na pergunta espontânea, Lula mantém a dianteira com 26% das intenções, contra 14% de Flávio e 1% de lembrança do nome do pai, Jair. Somados, outros aparecem com 5%. Indecisos são 54%. No segundo turno, Lula aparece à frente de todos os adversários testados. O petista marca 45% contra 37% de Flávio, 36% de Caiado, 35% de Zema e 33% de Renan.
PL tenta barrar pesquisa – O Partido Liberal (PL) acionou o TSE pela segunda vez, buscando barrar pesquisa presidencial Atlas/Bloomberg, alegando descumprimento na apresentação de documentos exigidos. A Atlas nega, afirmando que arquivos foram submetidos corretamente, mas enfrentam problemas técnicos no sistema do TSE. A equipe de Flávio Bolsonaro pede comprovação cartorial do envio e sugere mudanças na Resolução do TSE.
TCU autoriza supersalários e desafia STF – O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira, 15, driblar o freio do Supremo Tribunal Federal (STF) aos supersalários. Por oito votos a um, a Corte de Contas autorizou uma espécie de “teto duplex” no Legislativo para burlar o limite constitucional de R$ 46,3 mil mensais, com o pagamento de vantagens extra teto para cargos de confiança no próprio TCU, na Câmara e no Senado. A votação, que contrariou a área técnica e o relator, foi liderada pelo presidente do TCU, Vital do Rego. Como mostrou a Coluna do Estadão, houve uma ofensiva nos bastidores para a aprovação do processo, liderada por Vital do Rego e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta. O TCU estima que a mudança pode beneficiar 25,7 mil servidores e gerar um impacto anual de R$ 211 milhões por ano. O relator do caso, Walton Alencar, seguiu a área técnica e votou para rejeitar a ação sigilosa movida pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do TCU (Sindilegis). Em seguida, o presidente do TCU abriu uma divergência e foi seguido pelo restante do plenário.
Vital do Rego alegou que, no mês pasado, o STF abriu exceções para o teto constitucional no pagamento de alguns benefícios, a exemplo da Gratificação por Exercício Cumulativo de Jurisdição (Gaju).
MICHELLE tem mais apoio em embate com Flávio – Em meio ao embate entre Michelle Bolsonaro (PL) e seu enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mais brasileiros apoiam a ex-primeira-dama que o senador, aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 15. A maioria dos entrevistados também avalia que o senador Jaques Wagner (PT-BA) agiu de forma errada segundo o que se sabe nas investigações do caso Master.
Porém, na prática, o impacto desses temas nas intenções de voto a presidente esbarra no conhecimento limitado sobre os episódios. A maioria dos entrevistados relatou não saber dos vídeos de Michelle contra Flávio. Da mesma forma, a maior parte deles desconhecia a operação da Polícia Federal contra o aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na minha agenda:
Ontem participei do evento de lançamento da pré candidatura à Deputado Estadual do Marcio Amaral.

Hoje, inicío um roteiro por Passo Fundo e após vou à Santo Ângelo, Santa Maria e Tramandaí.
