Operação Balaka cumpre 20 prisões preventivas e desarticula organização criminosa na Fronteira Oeste

Delegado Adriano Linhares, durante entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (16). | Crédito: Matias Moura/AP
O texto abaixo está em

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) de Sant’Ana do Livramento concluiu uma investigação que resultou na desarticulação de uma organização criminosa com atuação na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A ação, denominada Operação Balaka, teve como alvo um grupo investigado por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Ao longo da investigação, a Polícia Civil representou pela expedição de 20 mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão, todos autorizados pelo Poder Judiciário. As medidas foram cumpridas simultaneamente em Sant’Ana do Livramento, Rosário do Sul e Charqueadas. No momento da operação, 15 destes criminosos já estavam presos, e os outros cinco indiciados foram alvo das prisões preventivas realizadas durante a manhã desta quinta-feira (16), em Sant’Ana do Livramento, sendo uma mulher e quatro homens.

Além de residências e estabelecimentos comerciais, a operação também alcançou unidades prisionais. Equipes do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) da Polícia Penal cumpriram mandados na Penitenciária Estadual de Sant’Ana do Livramento (PESL) e na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), onde, segundo a investigação, parte dos integrantes da organização permanecia exercendo funções de liderança e coordenação do grupo criminoso.

Durante as diligências na Penitenciária Estadual de Sant’Ana do Livramento, os policiais localizaram uma passagem clandestina entre celas, utilizada para facilitar a comunicação entre apenados. No local também foram apreendidos telefones celulares que, conforme a investigação, pertenciam a integrantes apontados como lideranças da facção, reforçando a hipótese de que o comando da organização continuava sendo exercido de dentro do sistema prisional.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação foi desenvolvida ao longo de vários meses e empregou técnicas de inteligência policial, análise de dados extraídos de aparelhos celulares, cruzamento de informações financeiras, quebras de sigilo autorizadas pela Justiça e diversas diligências investigativas.

Os elementos reunidos apontam para uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções entre liderança, gerência operacional, abastecimento, logística, distribuição de entorpecentes, movimentação financeira, cobrança de valores e comercialização de drogas.

A operação contou com o apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Sant’Ana do Livramento, da Delegacia de Polícia de Quaraí, da Delegacia de Polícia de Rosário do Sul, que empregou sua equipe do Canil nas buscas, e da Polícia Penal.

Até o fechamento desta matéria, a Polícia Civil informou que o balanço final da Operação Balaka, incluindo o número de prisões efetivamente cumpridas e o total de materiais apreendidos, ainda estava sendo contabilizado.

Em nota, a instituição destacou que a operação representa mais um avanço no enfrentamento ao crime organizado na região de fronteira e ressaltou que o resultado é fruto da integração entre os setores de inteligência, investigação especializada e da atuação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Penal.

NO AR
Rádio RCC