Em reunião com Federação das Santas Casas, Zucco debate desafios e alternativas para a rede filantrópica no Rio Grande do Sul

Crédito: Mateus Raugust
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As alternativas para garantir sustentabilidade às santas casas e hospitais filantrópicos, manter o sistema acessível e qualificar o atendimento à população pautaram a reunião realizada na manhã desta terça-feira (14) entre o pré-candidato ao Governo do Estado, deputado federal Luciano Zucco (PL), e a Federação das Santas Casas e Hospitais Sem Fins Lucrativos do RS. O encontro integra a etapa de construção do plano de governo, que vem incorporando propostas e soluções apresentadas por entidades representativas de diferentes setores.

Participaram da reunião o vice-presidente da Federação, Rogério Franklin, e o superintendente André Lagemann. Os dirigentes detalharam os principais desafios enfrentados pelos hospitais filantrópicos e apresentaram sugestões diante do que consideram um “desequilíbrio estrutural”. Também acompanharam o encontro o deputado estadual Claudio Tatsch (PL) e os deputados federais Osmar Terra (PL) e Pedro Westphalen (PP).

A Federação representa 251 hospitais filantrópicos, o equivalente a 74% das 332 instituições hospitalares no Rio Grande do Sul. Essas instituições são responsáveis por mais de 75% das internações e procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. Segundo a entidade, acumulam um endividamento superior a R$ 2,5 bilhões, reflexo, principalmente, da defasagem da tabela SUS. “Não existe SUS sem os hospitais filantrópicos. O endividamento enfrentado pelas instituições está ligado à defasagem no custeio. Temos uma tabela que não é atualizada, não é compatível com a realidade e não acompanha os custos das operações”, explicou Franklin.

O impacto disso, de acordo com os dirigentes, são as filas cada vez maiores para cirurgias e exames, emergências superlotadas, dependência de emendas parlamentares para manter os hospitais abertos e pressão crescente sobre os municípios. Se nada for feito, haverá cada vez mais redução de leitos, perda de capacidade de atendimento e comprometimento do acesso da população aos serviços de saúde.
Entre as soluções defendidas pela Federação estão a atualização do modelo de financiamento, maior previsibilidade nos repasses e mecanismos que garantam equilíbrio financeiro à rede hospitalar diante do novo perfil demográfico do Estado, marcado pelo envelhecimento da população, pelo aumento das doenças crônicas e pela crescente demanda por internações de maior complexidade.

Durante o encontro, Zucco afirmou que esse cenário reforça a necessidade de repensar a gestão da saúde pública no Rio Grande do Sul. Segundo ele, os debates realizados ao longo do projeto Força Gaúcha tem apontado a saúde como uma das principais preocupações da população, evidenciando a necessidade de fortalecer a rede assistencial. Entre as propostas defendidas pelo pré-candidato está o estímulo a parcerias entre o Ipê Saúde, os hospitais filantrópicos e os municípios, modelo apontado pela própria Federação como alternativa para ampliar a eficiência da rede, oferecer maior segurança jurídica às instituições e qualificar o atendimento aos usuários.

“Tenho clareza dos desafios enfrentados pela saúde no Rio Grande do Sul e isso reforça a necessidade de um modelo de gestão mais eficiente por parte do governo. Precisamos fortalecer a atenção básica, garantir sustentabilidade para os hospitais e construir soluções em parceria com quem conhece a realidade dessa área. É ouvindo quem está na ponta que vamos elaborar propostas capazes de enfrentar os desafios da saúde e melhorar o atendimento à população”, afirmou Zucco.

39º Congresso do Conasems
Após a reunião, Zucco participou da 39ª edição do Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), realizado em Porto Alegre. Durante o evento, recebeu contribuições de representantes do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems-RS) e de entidades representativas da área, entre elas os conselhos regionais de Educação Física, Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Nutrição, dando sequência à agenda de diálogo com especialistas e instituições para a consolidação das propostas da área da saúde no plano de governo.

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