O governador Eduardo Leite (PSD) anunciou o veto ao projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul que extinguia a taxa de emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV). Segundo ele, a decisão foi tomada por responsabilidade fiscal e para preservar recursos destinados ao funcionamento do Estado e à segurança pública.
Ao justificar a decisão, Eduardo Leite afirmou que governar exige tomar medidas necessárias, mesmo quando elas não são populares.
“Fiz isso por responsabilidade com o Rio Grande. Porque governar não é apenas tomar as decisões que são populares, é tomar as decisões que são necessárias para garantir que o Estado continue funcionando e prestando serviços para a população”, declarou.
De acordo com o governador, a extinção da taxa representaria uma perda de aproximadamente R$ 750 milhões anuais para os cofres públicos. Ele argumentou que a receita financia um serviço que permanece em funcionamento e também contribui diretamente para investimentos na segurança pública.
“Quando alguém promete acabar com uma receita dessa dimensão, precisa dizer de onde virá o dinheiro para manter os serviços. Porque a conta sempre chega e, quando ela chega, quem paga é sempre a população.”
Eduardo também destacou que, em 2021, seu governo promoveu a redução das taxas do DETRAN e ampliou a destinação desses recursos para a área da segurança. Segundo ele, os valores têm permitido a aquisição de viaturas, armamentos e a implantação de tecnologias, como o cercamento eletrônico em grandes cidades.
O governador afirmou ainda que o equilíbrio fiscal alcançado pelo Estado foi resultado de decisões difíceis adotadas ao longo dos últimos anos e disse que não sancionaria uma medida popular às vésperas do fim do mandato apenas para transferir o impacto financeiro ao próximo governo.
Ao concluir o pronunciamento, Eduardo Leite reforçou que a decisão foi baseada na responsabilidade com as contas públicas e na preservação da capacidade de investimento do Estado. “Governar é proteger o presente sem condenar o futuro. É pensar nas consequências, e não nos aplausos”, afirmou.
