Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

seg, 25 de maio de 2026

O FATOR HUMANO NA EDUCAÇÃO

Gilberto Jasper
Jornalista/gilbertojasper@gmail.com

O texto abaixo está em
O Dia do Professor está longe – 5 de outubro -, mas o processo educacional nunca foi tão debatido como atualmente. Muitas polêmicas se devem à onipresença da tecnologia, fenômeno que atinge todos os segmentos da atividade humana. O advento da inteligência artificial (IA), turbinou o uso de ferramentas digitais e plataformas de maneira impensável até pouco tempo.
Não tenho autoridade para falar tecnicamente sobre educação e suas nuances. Tive vários convites para praticar a cátedra, mas não sou dotado de paciência para ficar à frente de um grupo de marmanjos que, ao invés de interagir com o professor, não desgruda do celular, notebook ou tablet.
A trajetória pelos bancos escolares deixou lembranças inesquecíveis de mestres que até hoje estão presentes no meu cotidiano. Para o bem e para o mal, é preciso dizer. Tive uma professora no Ensino Médio (outrora Segundo Grau) cujo passatempo era provocar e desafiar os alunos. Éramos adolescentes, cheios de energia para contestar, reclamar e contrariar as normas.
Outro professor está para sempre no meu coração. Não só por me aprovar em matemática sem a nota necessária, mas pelas lições de vida ensinadas ao longo do ano letivo. Era um cara de alto astral, que fumava na sala de aula e entendia nossa rebeldia num colégio de freiras.
Na faculdade elegi meu guru. Era um profissional de alto gabarito. Um jornalista reconhecido nacionalmente que ao invés de despejar e cobrar conteúdos, sentava na mesa para contar histórias de redação de jornal, episódios humanos e coberturas que ensinavam como um profissional de comunicação deve agir. Dentro e fora da profissão.
Minha admiração pelos educadores culminou com duas mulheres da minha família que exercem a função com brilhantismo. Uma delas é a minha irmã, aposentada, que dedicou décadas à vocação. Recentemente, tenho o imenso orgulho de ver a filha Laura, dedicada a este sacerdócio, com especialidade no atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ela está em fase final da formação. A dedicação, a busca pelo aperfeiçoamento e a doação comprovam o acerto na escolha da profissão. Longe de mim rejeitar a modernidade, mas o fator humano na educação é insubstituível!
NO AR
Rádio RCC