Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

sáb, 2 de maio de 2026

RESUMO DE SÁBADO – 02/05/2026

O texto abaixo está em

RESUMO DE SÁBADO – 02/05/2026

Edição de Chico Bruno

CAPAS DE REVISTA

VEJA: Derrota histórica

Ao rejeitar o nome de Jorge Messias para o STF, o Senado dá um recado a Lula e enfraquece a candidatura petista a poucos meses da eleição.

CartaCapital: Internacional fascista

 

Estudo inédito detalha como a extrema-direita, a partir dos EUA, opera ao redor do mundo.

 

Crusoé: Rejeição histórica

 

Senado antecipa fim do governo ao recusar Messias, indicado de Lula para o STF.

 

MANCHETES DOS JORNAIS

 

FOLHA DE S.PAULO – Inflação da comida e da construção ofusca bondades eleitorais de Lula

 

O ESTADO DE S.PAULO – Mais de 5 mil produtos do Brasil já entram na Europa isentos de taxa

 

O GLOBO – Petrobras reajusta gás encanado, GNV e querosene de aviação e pressiona a inflação

 

Correio Braziliense – Derrotado no Congresso, Lula busca apoio popular contra 6×1

 

Valor Econômico – Não circula hoje

 

Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importante do dia

 

CARDÁPIO eleitoral – Como incumbente visando ficar no cargo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repete Jair Bolsonaro (PL) e Dilma Rousseff (PT) com pacotes de bondades aos eleitores. A cinco meses do primeiro turno, no entanto, o petista mantém 40% de avaliação ruim/péssimo pelo Datafolha e está empatado com Flávio Bolsonaro (PL) nas projeções de segundo turno.

Além do alto endividamento das famílias, boa parte da explicação, segundo especialistas, está nos preços dos alimentos e a alta do custo da construção — ofuscam tanto a recente recuperação da renda média quanto o desemprego em níveis historicamente baixos.

 

FOI dada a partida – O acordo entre Mercosul e União Europeia, em vigor a partir de 1º de maio, gera otimismo entre setores econômicos brasileiros, apesar de desafios. A mineração e agropecuária devem se beneficiar, enquanto a indústria de transformação enfrenta concorrência. Produtos como café e suco de laranja ganham mercado, mas queijos e vinhos europeus pressionam produtores locais. A indústria de calçados prevê crescimento, enquanto eletroeletrônicos enfrentam impactos mistos. Rodrigo Cezar, da FGV, destaca a necessidade de modernização industrial.

 

SUBINDO a ladeira – A Petrobras anunciou um aumento de 19,2% no preço do gás canalizado para distribuidoras, refletindo variações no dólar, gás e petróleo. O reajuste afeta residências, comércio e GNV, mas não o GLP. Além disso, o querosene de aviação subirá 18% em maio. A Abegás alerta para possível alta de 35% em agosto e pede medidas governamentais para mitigar impactos.

 

PENDURADO na escala 6 x 1 – Após sofrer duas derrotas na arena política, o governo Lula acionou seus aliados para se reaproximar do eleitor, em particular da classe trabalhadora. Em consonância com o pronunciamento do chefe do Planalto feito à nação, os ex-ministros e pré-candidatos Fernando Haddad e Simone Tebet participaram de atos em São Paulo para defender o fim da jornada 6×1. Responsável pela política econômica do governo Lula antes de se lançar à disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, Haddad adotou forte discurso eleitoral. “Vamos lutar pela jornada 5×2 (40 horas semanais). E nós vamos lutar pela jornada 7×0 para reeleger o presidente Lula”, disse durante ato em São Bernardo do Campo. Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro também enviou mensagem aos trabalhadores. Disse que os brasileiros, no governo petista, passam por muitas dificuldades com custo de vida, alta carga tributária e endividamento.

 

MILITÂNCIA radicalizada – O Dia do Trabalhador não foi apenas de manifestações, mas, também, de confusão. Em Brasília, um grupo de bolsonaristas resolveu protestar no mesmo local em que ocorria um ato planejado por centrais sindicais no Eixão Sul, na altura da SQS 106. Começou logo que quatro homens exibiram um totem com a imagem de Jair Bolsonaro e evoluiu para ofensas e provocações. Quando a imagem do ex-presidente foi destruída, houve troca de socos. A Polícia Militar interveio. Um dos bolsonaristas foi conduzido para próximo da viatura e, mesmo assim, tentaram agredi-lo. Não houve registro de prisões ou feridos. Também na Avenida Paulista houve confusão. Aproximadamente 100 bolsonaristas reuniram-se em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Um grupo começou a fazer provocações. Foi quando manifestantes do grupo “Patriotas do QG” partiram para cima de uma mulher — derrubada e agredida. A guarnição da PM que fazia a segurança do ato retirou-a. Em outro momento, uma jovem gritou “sem anistia” e a confusão recomeçou. Estava acompanhada do namorado, houve empurrões e, ainda assim, os policiais militares controlaram a situação.

 

PACHECO na berlinda – O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) deve se encontrar, na próxima sema na, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar de questões que vieram à tona a partir da rejeição do nome do advogado–geral da União, Jorge Messias, para a 11ª cadeira do Supremo Tribunal Federal. A primeira é para deixar claro que votou no candidato do Palácio do Planalto, ao contrário da traição que a ele vem sendo atribuída por setores governistas no Congresso. A segunda é que reforçará não ter qualquer pretensão de chegar ao STF, caso voltem a insistir em seu nome — como já começou a ser ventilado. E a terceira, que estaria repensando disputar o governo de Minas Gerais. Desde que foi proclamado o resultado, e veio a surpresa de que tanto Messias quanto o governo tinham sido derrotados, no Palácio do Planalto e no Congresso governistas começaram a se perguntar quem eram os traidores responsáveis por tal desastre. Na busca por culpados, o MDB foi o primeiro eleito a “suspeito de sempre”. Daí a razão de o senador Renan Calheiros (MDB-AL) emitir uma duríssima nota, não apenas defendendo a si mesmo, mas, também, colegas de partido, e jogar a bomba de volta para o colo dos governistas.

 

TEMPOS nada republicanos – O fracasso da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria escancaram o distanciamento das instituições do republicanismo. Os dois episódios explicitam o imediatismo e os interesses particulares que prevaleceram no processo que define a composição da mais alta Corte de Justiça do país, bem como na invalidação das punições àqueles que puseram a democracia brasileira em risco entre 2022 e 2023. A derrota de Messias se deve, entre outros motivos, à decisão do presidente Lula de escolher pessoas da estrita confiança — como o ex-advogado particular e seus ministros de governo — para ocupar a mais alta instância da Justiça brasileira. Há muito já se falava do problema de nomear indicados suspeitos de parcialidade e fazer do Supremo uma extensão do Palácio do Planalto. Em relação ao Legislativo, ficou evidente como o presidente do Senado interferiu diretamente nos dois processos. No caso de Messias, trabalhou incansavelmente para derrubar a escolha de Lula, apenas porque seu dileto havia sido preterido. Quanto à dosimetria, Alcolumbre atendeu a uma reivindicação do Centrão e da direita, com vistas à reeleição como presidente do Senado, em 2027. Como se vê, o respeito ao rito constitucional e à harmonia entre Poderes foram solenemente ignorados nos últimos acontecimentos. E assim continuará até a eleição.

 

FLA x Flu da toga – No imbróglio da semana, chamou atenção a explícita participação de ministros do Supremo Tribunal Federal na escolha de um integrante para se juntar à Corte. A formação de uma torcida da toga — em uma espécie de Fla x Flu — contribui para abalar a credibilidade institucional sobre o Judiciário. O Supremo não é um clube de amigos, tampouco uma arena de enfrentamento de grupos.

 

SUJEITO oculto – Mais grave, ainda, são as supostas articulações para impedir a chegada de um novo integrante, supostamente motivada por preocupações com o escândalo Master ou com a guerra surda entre ministros da Suprema Corte. Se tais movimentos existiram, apenas enfraquecem a respeitabilidade do STF.

 

VOZ da sociedade – O desfecho do caso Messias poderia ter sido diferente se o presidente Lula tivesse ouvido as manifestações da sociedade civil de indicar uma mulher negra ao STF. Ao escolher um aliado próximo, Lula preferiu seguir o instinto político. A decisão teve consequência amarga. A partidarização da Justiça tem um preço, e ele foi pago por Messias.

 

AMIGOS da hora – Nas redes sociais, o pré-candidato José Roberto Arruda parabenizou o senador Flávio Bolsonaro pelo aniversário de 45 anos, comemorado no último dia 30. “Que Deus continue abençoando sua caminhada”, escreveu Arruda. A saudação do postulante ao Buriti é um contraponto a Celina Leão, que é muito próxima de Michelle Bolsonaro.

 

DE olho na Europa – Ao comentar o início do acordo entre Mercosul e União Europeia, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a oportunidade de geração de emprego no país. Ele acredita que a entrada de produtos brasileiros no mercado europeu — citou frutas, carnes, produtos químicos e máquinas — representará novos negócios para os exportadores.

 

PAÍS menos violento – O governo federal comemorou a redução do número de assassinatos e de latrocínios no Brasil. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça, os homicídios dolosos caíram 42% nos últimos 10 anos, de um total de 12.719 casos em 2016 para 7.289 em 2026 na comparação entre os períodos de janeiro a março.

 

NA medida – O levantamento do Ministério da Justiça faz uma análise que é um prato cheio para a campanha eleitoral. Compara os períodos de 2019 a 2022, sob gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, e de 2023 a 2026. Nesse recorte, os homicídios dolosos caíram 16,2%, passando de 41.485 para 34.758 casos.

 

CVM na mira – Na próxima segunda-feira, o ministro Flávio Dino conduzirá uma audiência pública sobre a capacidade fiscalizadora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O papel da autarquia tem sido questionado após o escândalo Master. No mercado financeiro, há muito já se comentavam as atividades de Daniel Vorcaro, antes de a Polícia Federal se debruçar sobre o esquema que já soma mais de R$ 50 bilhões de prejuízos.

 

Destino de Messias – Após a rejeição histórica para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o futuro do advogado-geral da União, Jorge Messias, será definido na próxima se mana. De acordo com interlocutores da presidência da República, o jurista e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vão se reunir, na próxima semana, no Palácio do Planalto, para discutir a situação. Alguns aliados do chefe do Executivo têm defendido que a permanência do AGU no cargo ficou insustentável. A avaliação ocorre por conta do contexto da rejeição dele no Senado. Nos bastidores do Supremo, corre que ministros da Corte, especialmente Alexandre de Moraes, atuaram na articulação para que ele fosse barrado pelos congressistas. Isso teria ocorrido em razão da proximidade dele com o ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master e fraudes bilionárias. A rejeição teria sido articulada em razão da possibilidade de que Mes sias reforçasse o grupo de Mendonça e colocasse adiante investigações aprofundadas sobre o caso, que poderia respingar em Moraes e no ministro Dias Toffoli, que mantêm algum tipo de proximidade com Daniel Vorcaro, dono do Master, preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

 

PT e PL cobram CPI do Master – A possibilidade de que o presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (UB-AP), não paute a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master ganhou força após a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Com a derrota da indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ampla margem de votos, governistas apontaram a existência de um acordo político envolvendo Alcolumbre, bolsonaristas e lideranças do Centrão para viabilizar a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria em troca do congelamento dos pedidos de abertura de CPI. Durante os debates em plenário, na quinta-feira, Alcolumbre foi alvo de cobranças públicas para destravar a instalação da CPI do Master, que já reúne assinaturas suficientes para sua instalação, mas permanece sem despacho formal para avançar. As investigações da Polícia Federal mostram que as ramificações do banco envolvem o grupo político de Alcolumbre no Amapá. A Amapá Previdência (Amprev), presidida por Jocildo Lemos — nome apontado nos bastidores políticos como indicação ligada ao presidente do Senado — tornou-se alvo da apuração por ter feito investimentos milionários em operações relacionadas ao universo do Banco Master, mesmo diante de alertas internos sobre o grau de risco dessas aplicações.

 

AGRADECIMENTO aos senadores – Em sua conta na rede social X, Jorge Messias fez um agradecimento público ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), e aos 32 senadores “que me apoiaram incondicionalmente ao longo deste processo”. “Que Deus os abençoe grandemente e multiplique em bênçãos todo o carinho dedicado a mim”, escreveu o advogado-geral da União. Após ter seu nome rejeitado pelo Senado para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal, Messias também agradeceu o apoio do ministro André Mendonça.

 

CIRURGIA de Bolsonaro – O ex-presidente Jair Bol sonaro passou, ontem, por uma cirurgia no om bro direito, para corrigir uma lesão no chamado manguito rotador, um conjunto de quatro músculos e tendões responsável por movimentar e estabilizar a articulação. Ele chegou ao hospital DF Star por volta das 6h, onde foi internado e preparado para o procedimento, que começou às 10h e acabou pouco depois das 13h. “O paciente Jair Messias Bolsonaro foi submetido a cirurgia de reparo artroscópico do manguito rotador à direita, sem intercorrências”, disse a equipe médica, em boletim divulgado ao final da cirurgia. Ele foi acompanhado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

 

ADVOGADOS temem atraso redução das penas – Advogados de condenados pela trama golpista e pelo 8 de janeiro já começaram a preparar os pedidos de redução de pena que serão feitos ao STF (Supremo Tribunal Federal) com base no PL da Dosimetria, mas temem que a judicialização do tema atrase a análise desses requerimentos. Em um novo revés para o governo, o veto do presidente Lula (PT) à proposta foi derrubado nesta quinta-feira (30) pelo Congresso Nacional. Líderes petistas anunciaram que vão acionar o STF. A sigla entende que a nova lei não respeita o princípio da impessoalidade, pois foi articulada para beneficiar um grupo específico de pessoas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na avaliação de cinco advogados ouvidos pela Folha, representantes de réus dos núcleos 1 e 2 da tentativa de golpe de Estado, nenhuma decisão sobre a diminuição das sentenças será tomada pelo ministro Alexandre de Moraes antes de a corte decidir se a lei é ou não compatível com a Constituição.

 

SE emendas não resolvem, o assunto é grave – Nas semanas que antecederam a rejeição de Jorge Messias ao STF, o governo Lula liberou R$ 2,3 bilhões em emendas parlamentares, contemplando senadores de oposição e da base. A votação secreta no Senado resultou em 42 votos contrários, evidenciando traições internas e articulações nos bastidores, especialmente por Davi Alcolumbre. Mesmo com a liberação de verbas, Messias foi o sexto indicado rejeitado na história republicana.

NO AR
Rádio RCC