A fronteira mais irmã do mundo se prepara para virar tela de cinema. De 28 de abril a 2 de maio, Sant’Ana do Livramento e Rivera, ao lado de Bagé, sediam a 17ª edição do Festival Internacional de Cinema da Fronteira. O evento, que consolida a região como um polo audiovisual, traz este ano uma seleção de 30 títulos competitivos de 18 países e uma marca histórica: o protagonismo feminino, com oito dos dez longas em disputa dirigidos por mulheres ibero-americanas.
Embora o festival percorra a região, a quarta-feira, 29 de abril, marca o momento de ouro para o público da fronteira Livramento-Rivera.
Às 19 horas, a Universidade Tecnológica do Uruguai (UTEC), recebe a exibição de “O Velho Nepo”, dos diretores Renatho Costa e J.N. Canabarro. A sessão que visa a integração cultural, marca a essência do festival, atraindo estudantes, cinéfilos e a comunidade binacional para prestigiar produções que dialogam com a identidade local.
Pela primeira vez, o festival conta com a parceria da Assembleia Legislativa do RS, que dará nome ao Prêmio São Sebastião. A disputa está acirrada, oferecendo um total de R$ 15 mil em prêmios, distribuídos da seguinte forma: o vencedor de Melhor Longa receberá R$ 10 mil, enquanto as categorias de Melhor Curta e Curta de Animação serão premiadas com R$ 2,5 mil cada.
Ao todo, o evento recebeu mais de 3,2 mil inscrições de 120 países, filtradas por uma curadoria de peso formada por Fatimarlei Lunardelli, Jonas Chadarevian e Roger Lerina.
O festival não vive só de telas. A edição de 2026 celebra nomes que deixaram marcas na cultura gaúcha: Elvira Nascimento, Lúcio Yanel, Maria Luiza Benitez, Nei Lisboa, Paulo Ricardo de Moraes e Sapiran Brito (1947-2025).
Além das mostras competitivas, que ocorrem majoritariamente no Cine 7 em Bagé, o evento oferece uma programação diversificada. Na música, o público poderá conferir shows de Nei Lisboa, Lúcio Yanel e da Orquestra Rubens Veiga. No eixo de mercado, destaca-se o Sur Frontera WIP LAB, laboratório que impulsiona 11 projetos do Brasil e da América Latina em fase de finalização. Já na área de formação, serão realizadas a Oficina de Protocolo Antiassédio e mesas-redondas com o Ministério da Cultura (MinC)
Confira os títulos que disputam o prêmio nesta edição:
“Nuestra Tierra” – Lucrecia Martel (Argentina)
“Un Futuro Brillante” – Lucía Garibaldi (Uruguai)
“Quemadura China” – Verónica Perrotta (Uruguai)
“Futuro Futuro” – Davi Pretto (Brasil)
“Nada a Fazer” – Leandra Leal (Brasil)
“Aqui Não Entra Luz” – Karol Maia (Brasil)
“Ángeles” – Paula Markovitch (México/Argentina)
“Cartas Para…” – Vânia Lima (Brasil)
“Cielo” – Alberto Sciamma (Bolívia)
“Duas Vezes João Liberada” – Paula Tomás Marques (Portugal)
