Comissão de Saúde esclarece registro de natimorto na Santa Casa após informações sobre supostos óbitos infantis

Levantamento apresentado pela direção do hospital aponta um óbito fetal em 13 de agosto e nenhum registro de morte de criança nos dias seguintes

Crédito: Jane Mendes/AP
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A Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de  Sant’Ana do Livramento buscou, nesta segunda-feira, 17, esclarecimentos junto à direção da Santa Casa de Misericórdia sobre informações que circulavam a respeito de uma suposta sequência de óbitos neofetais na instituição. O presidente da comissão, vereador Romário Paz (MDB), reuniu-se com a administração do hospital pela manhã e recebeu um levantamento com os registros de óbitos e de transferências realizados desde a última quarta-feira, 13.

De acordo com o documento apresentado à comissão, o registro de 13 de agosto foi de um natimorto com 30 semanas de gestação, em uma gestação sem pré-natal registrado. O caso corresponde a um óbito fetal, ocorrido antes do nascimento, e não a um óbito de criança após o parto.

Conforme o levantamento fornecido pela Santa Casa, não houve registro de óbito infantil nos dias posteriores. Em 14 de agosto, foi registrado o óbito de um paciente de 62 anos. No dia 15, não houve óbitos. Já no dia 16, foram registrados dois óbitos de pacientes adultos, de 67 e 74 anos.

No total, o documento registra quatro óbitos entre 13 e 16 de agosto: um óbito fetal, e três de pacientes adultos. Portanto, não há no levantamento apresentado à Comissão de Saúde registro de morte de criança no período.

Para Romário Paz, a consulta à direção teve como objetivo conferir as informações diretamente com a instituição responsável pelo atendimento antes da divulgação de dados não confirmados. O vereador afirmou que a Comissão de Saúde recebeu os registros oficiais apresentados pela Santa Casa e que continuará acompanhando a situação.

A apuração da comissão diferencia, portanto, o óbito fetal registrado em 13 de agosto dos óbitos de pacientes adultos ocorridos nos dias seguintes, não havendo, segundo o levantamento apresentado pela direção, registro de óbito de criança no período analisado.

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