Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

sáb, 4 de julho de 2026

Julho Dourado destaca a importância da proteção, da saúde e do combate aos maus-tratos.

Um mês pela causa animal

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O mês de julho é marcado pela campanha Julho Dourado, dedicada à conscientização sobre a saúde e o bem-estar dos animais, com foco na guarda responsável, na prevenção de doenças e no combate aos maus-tratos. Ao longo do período, ações educativas buscam sensibilizar a população sobre a importância do cuidado diário e da atenção às necessidades dos animais domésticos e daqueles em situação de abandono.

Mais do que um tema de sensibilização, a causa animal também envolve responsabilidade coletiva. Em muitos casos, a violência não se resume a agressões físicas, mas inclui negligência, abandono e condições inadequadas de alimentação, abrigo e cuidados veterinários. Situações que, muitas vezes silenciosas, podem causar sofrimento prolongado aos animais.

No Rio Grande do Sul, ações da Polícia Civil têm resultado no resgate de animais vítimas de abandono e maus-tratos, frequentemente encontrados em situações de vulnerabilidade. Os casos são encaminhados para investigação e podem resultar em responsabilização criminal dos envolvidos, conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

O Ministério Público atua no acompanhamento dessas ocorrências, com base em denúncias da população e apuração de responsabilidades. Já o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) analisa os processos e, em diferentes decisões, tem mantido condenações relacionadas a maus-tratos a animais, reforçando o entendimento de que essas condutas configuram crime e devem ser punidas na forma da lei.

De acordo com a legislação, são considerados maus-tratos práticas como abandono, privação de alimentação e água, falta de atendimento veterinário, manutenção em ambientes insalubres, acorrentamento permanente e qualquer situação que provoque dor, sofrimento ou coloque em risco a vida do animal.

Em casos como esses, a denúncia é uma das principais formas de interromper ciclos de violência. Muitas situações só chegam ao conhecimento das autoridades a partir da mobilização de vizinhos ou testemunhas. Por isso, a campanha também reforça um ponto essencial: olhar com atenção para o sofrimento animal é um ato de responsabilidade e empatia.

Ignorar sinais de maus-tratos significa permitir que o sofrimento continue. Por outro lado, denunciar pode ser o primeiro passo para salvar uma vida e garantir que o responsável seja responsabilizado.

As denúncias podem ser feitas à Polícia Civil, à Brigada Militar em casos de flagrante, ao Ministério Público, às secretarias municipais de meio ambiente ou aos órgãos de proteção animal de cada município.

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