Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

sáb, 4 de julho de 2026

Entenda como funciona o Protocolo Vini Jr. no combate ao racismo

Ações adotadas pela FIFA buscam prevenir manifestações racistas e promover mais respeito no esporte

Crédito: Divulgação/Redes sociais
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No dia 3 de julho, data em que é celebrado o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, somado ao fervor do Mundial, o debate sobre as medidas adotadas pelo futebol para enfrentar casos de preconceito ganhou destaque. Entre elas está o chamado “Protocolo Vini Jr.”; conjunto de ações que reúne procedimentos antirracismo e uma nova diretriz disciplinar aprovada pela FIFA.

A iniciativa leva o nome do atacante brasileiro Vinicius Júnior, que se tornou um dos principais símbolos da luta contra o racismo no esporte após denunciar episódios de discriminação sofridos durante partidas.

Além do protocolo antirracismo utilizado em competições internacionais, a FIFA passou a adotar uma nova regra que prevê a expulsão imediata de jogadores flagrados cobrindo a boca com as mãos ou com a camisa durante discussões em campo. A medida foi aplicada pela primeira vez na Copa do Mundo de 2026 e busca impedir que possíveis ofensas racistas, xenófobas ou discriminatórias sejam ocultadas das câmeras, dificultando a leitura labial.

O primeiro atleta expulso com base na nova diretriz foi o meia-atacante Miguel Almirón, do Paraguai, durante a partida contra a Turquia.

Segundo a FIFA, a decisão foi criada para fortalecer o combate a comportamentos discriminatórios e inadequados dentro das partidas. A entidade informou que atletas que esconderem a boca ao se dirigirem a adversários poderão receber cartão vermelho direto, conforme avaliação da arbitragem e do regulamento de cada competição.

Já o protocolo antirracismo, adotado pela FIFA e pela UEFA, estabelece três etapas para situações em que um jogador denuncia atos de racismo durante uma partida. Na primeira, o árbitro interrompe o jogo e faz o sinal de “X” com os braços, enquanto mensagens de conscientização são exibidas nos telões do estádio. Caso as ofensas persistam, a partida é suspensa temporariamente, com o encaminhamento das equipes aos vestiários. Em situações extremas, quando os atos discriminatórios não cessam, o jogo pode ser encerrado definitivamente.

As medidas devem reforçar o compromisso das entidades esportivas com a promoção do respeito e da igualdade dentro e fora dos gramados.

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