O alerta vermelho para temporais severos emitido pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul gerou um cenário paradoxal na Fronteira Oeste neste fim de semana. Conforme reportagem do jornalista Paulo Rocha, publicada por Zero Hora/GZH, o comércio amargou prejuízos pelo esvaziamento turístico devido ao medo do clima, embora a tempestade em si não tenha se confirmado na região de Sant’Ana do Livramento e Rivera.
Embora as previsões indicassem rajadas de vento acima de 90 km/h e queda de granizo para o sábado, os moradores e turistas da Fronteira foram surpreendidos por um dia de sol e temperaturas de até 26°C. No entanto, o comércio já sentia o impacto do “falso alarme”. De acordo com a apuração, as tradicionais excursões de compras sumiram da região devido aos avisos meteorológicos. “Normalmente trabalhamos aos sábados com as portas fechadas de tão lotado, com filas desde as 4h da manhã. Desta vez, o movimento caiu drasticamente”, relatou o vendedor Marcelo Carvalho à reportagem.
A queda só não foi total porque alguns turistas decidiram arriscar. A profissional de RH Larissa Bonatti explicou à que viajou monitorando o tempo. “Viemos olhando a previsão o trajeto todo e nos cuidando, mas decidimos não cancelar as compras”, apontou.
Enquanto a Fronteira teve calmaria, 21 municípios gaúchos foram castigados
O contraste entre a expectativa e a realidade ficou ainda mais evidente no domingo. Segundo o boletim oficial da Defesa Civil estadual, o temporal que afugentou os clientes dos free shops de fato aconteceu no Estado, mas passou longe de Livramento.
Os dados oficiais compilados pelo Correio do Povo apontaram 21 municípios atingidos por destelhamentos, quedas de árvores e falta de energia, incluindo cidades vizinhas como Alegrete, Bagé, Quaraí e Uruguaiana. O relatório detalha que os ventos mais fortes chegaram a 90 km/h em Santa Maria, deixando pelo menos 10 pessoas desalojadas no Rio Grande do Sul.
Sant’Ana do Livramento, contudo, ficou totalmente fora da lista oficializada pelo Estado. Desta forma, o impacto do evento climático em Sant’Ana do Livramento restringiu-se ao âmbito econômico: a ausência de chuva e vento na fronteira confirmou que a cidade não registrou danos estruturais, embora o alerta meteorológico tenha reduzido o fluxo de consumidores no comércio local.
