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sáb, 9 de maio de 2026

Nádila Bruno Suleiman, Policial Civil, e o orgulho de ver a filha Suraya conquistar a aprovação em Medicina na UFSM

Entre o dever e o amor

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Ser mãe e, ao mesmo tempo, carregar a responsabilidade e os riscos da segurança pública nunca foi uma tarefa simples. Para Nádila Bruno Suleiman, Policial Civil, a maternidade sempre caminhou lado a lado com o compromisso com o dever  exigindo equilíbrio, renúncias e, acima de tudo, propósito.

Mãe de Suraya, hoje aprovada em Medicina na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Nádila construiu sua trajetória baseada no exemplo. “Ser mãe é ter a responsabilidade de formar uma pessoa de princípios, e isso depende muito mais do exemplo do que somente palavras”, destaca. Entre trabalho, missões e a rotina intensa da profissão, ela buscou conciliar os dois mundos da melhor forma possível.

As ausências, inevitáveis ao longo dos anos, não deixaram de marcar sua história. No entanto, ganharam um novo significado com o tempo. “Pesam menos hoje, vendo que minha filha conquistou o que tanto desejava”, afirma, com orgulho.

A disciplina e a firmeza exigidas pela carreira na Polícia Civil acabaram refletindo também na formação da filha. Nádila acredita que, mesmo de forma natural, sua postura serviu como referência. Em Suraya, ela reconhece características que dialogam com essa vivência: responsabilidade, equilíbrio e capacidade de lidar com pressão, qualidades essenciais tanto na segurança pública quanto na medicina.

O momento da aprovação foi a síntese de anos de esforço. “Foi uma sensação de alívio misturada com muito orgulho. Ver o nome dela na lista trouxe a certeza de que tudo valeu a pena”, relembra.

Para Nádila, a dedicação ao trabalho também foi compreendida pela filha como uma lição de propósito. Mesmo diante dos riscos e do medo que a profissão impõe, ela nunca deixou que isso fosse maior do que o desejo de ver a filha construir um futuro sólido. “Aprendi a seguir apesar do medo, pensando no futuro que eu queria para ela”, diz.

Agora, com a filha iniciando uma nova etapa longe de casa, a policial vive um momento de transição. “É um recomeço, um tempo mais silencioso que ainda estou aprendendo a ocupar de outra forma”, compartilha.

Mais do que formar uma profissional, Nádila acredita ter transmitido à filha uma das lições mais importantes: a liberdade de escolha. “Ela entendeu que não existe um único lugar para uma mulher, existe o lugar que ela decide ocupar. Ela escolheu ser médica, assim como um dia eu escolhi ser policial civil, e isso me enche de orgulho.”

Além do papel como mãe, Nádila também faz questão de reconhecer outra figura fundamental em sua trajetória: sua própria mãe, Gladis. Com gratidão, ela destaca o exemplo recebido e o quanto essa base familiar foi essencial para que pudesse se tornar a mulher e a mãe que é hoje.

Neste Dia das Mães, ao resumir sua caminhada em uma única palavra, Nádila não hesita: amor.

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