Jornal A Plateia – Rádio RCC – Santana do Livramento

seg, 9 de março de 2026

Primeiro fertilizante fosfatado produzido em solo gaúcho será lançado durante a Expodireto 2026

Pampafos, fertilizante fosfatado natural de aplicação direta, pode ser uma alternativa acessível aos produtores gaúchos para diminuir custos e, consequentemente, a dependência externa de fontes de fósforo

Crédito: Cedida
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O Brasil é um dos países que mais utilizam fertilizantes no mundo. Em relação ao fosfato, importa 59% de suas necessidades internas. Dessas importações, 28% são destinadas à Região Sul, sendo 13% direcionados especificamente ao Rio Grande do Sul. Essa dependência fica mais evidente em meio aos conflitos geopolíticos atuais, elevando custos e gerando indisponibilidade desses produtos, fatores que colocam em risco a produtividade agrícola brasileira.
Em meio a este cenário, o Projeto Fosfato Três Estradas, da Aguia Fertilizantes, que atua desde 2011 em Lavras do Sul na pesquisa mineral da primeira jazida de rocha fosfática descoberta no Rio Grande do Sul, deve se tornar uma importante alternativa para atender a demanda de fosfato do Estado, cujos solos são, conhecidamente, pobres em fósforo. A produção planejada é de 300 mil toneladas do insumo por ano, o que contribui com a redução dos fertilizantes importados e o aumento da competitividade do mercado interno.
Pensando em suprir essa demanda, a Aguia apresentará, no próximo dia 11 de março, na Casa da Cotrijal, durante a Expodireto Cotrijal, seu primeiro produto comercial, o Pampafos. Fertilizante fosfatado natural de aplicação direta e liberação gradual de fósforo – além de cálcio, magnésio e micronutrientes como manganês, zinco e cobalto – o insumo é ambientalmente amigável, já que não passa por qualquer mistura ou tratamento químico, contribuindo para melhorar a qualidade e a saúde do solo, e consequentemente, a resistência a pragas e doenças, garantindo um aproveitamento mais eficiente dos nutrientes e evitando desperdícios.
Testes agronômicos realizados desde 2019 atestam a boa aplicabilidade do produto em uma variedade de culturas, inclusive orgânicas, com resultados positivos. Um exemplo é a aveia, cujas lavouras ocupam aproximadamente 270 mil hectares do solo gaúcho. Aplicando o Pampafos a lanço no campo, a produtividade da aveia, na dosagem de 100kg/ha de P2O5, alcançou 92% da produtividade obtida com o Superfosfato Triplo (STP) na mesma dosagem, reafirmando a eficácia dos fertilizantes naturais no fornecimento de fósforo às plantas.
Outro exemplo é a lavoura de arroz. Com resultados apresentados em maio de 2021, os testes analisaram sete tratamentos agronômicos. Observando os tratamentos que receberam a dosagem de 50 kg/ha de P2O5, o Pampafos obteve uma produtividade mais alta que o fertilizante convencional – 13,2 t/ha e 12,8 t/ha, respectivamente. Vale lembrar que o Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do Brasil, com aproximadamente 1 milhão de hectares plantados e uma produção anual de cerca de 8,5 milhões de toneladas. Esses números, somados às lavouras de soja – que também já recebeu o insumo para testes, apresentando também excelentes resultados – geram uma grande demanda por fertilizantes fosfatados, e estas duas culturas juntas são responsáveis pela utilização de 80% do fosfato que entra no Rio Grande do Sul.
Um dos principais objetivos da Aguia Fertilizantes em relação a essa demanda é fornecer o Pampafos de forma acessível a pequenos e grandes produtores, como uma alternativa para diminuir a dependência externa de fontes de fosfato. Além disso, a questão logística é um fator determinante nesse contexto, já que a ideia da empresa é produzir o fertilizante em solo gaúcho e comercializá-lo, primeiramente, em solo gaúcho, e também diretamente ao consumidor, capilarizando esse modelo inicial e contribuindo para o desenvolvimento do agronegócio no Estado.

Sobre a Aguia

A Aguia Fertilizantes S.A é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de projetos de produção de fosfato no Brasil, que faz parte da Aguia Resources Limited, companhia do segmento de mineração listada na bolsa de valores de Sydney (Austrália). Seu principal projeto é o Fosfato Três Estradas. O objetivo da empresa é atender o mercado agropecuário brasileiro, mais especificamente as demandas do insumo para produtores do Rio Grande do Sul.

Mais sobre o fosfato

O fósforo é componente natural insubstituível nos vegetais, grande responsável pela geração de energia, crucial na fotossíntese e na reprodução, além de participar ativamente do processo de crescimento e sustentação das plantas

O fosfato in natura é uma alternativa sustentável e competitiva, que, a longo prazo, aumenta a fertilidade do solo, com o fortalecimento da imunidade das plantas. É também uma fonte natural de silício, que ajuda a combater o estresse hídrico

O fosfato de aplicação direta ajuda a combater a acidez do solo, fator característico no Rio Grande do Sul, e que insolubiliza principalmente o fósforo

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