dom, 21 de abril de 2024

Variedade Aplateia | 20 e 21.04.24

“O senhor é invejoso”, declara a vereadora Eva ao vereador Enrique Civeira

A parlamentar afirmou que seu colega quer derrubá-la porque ela deve filiar-se ao PL
(Foto:Yuri Cardoso)

Durante a sessão da Câmara Municipal, na manhã desta segunda-feira (1º), a vereadora Eva Coelho (sem partido) afirmou que o seu colega de Parlamento, Enrique Civeira (PRD), é “invejoso”. A declaração foi feita após a fala de Civeira no grande expediente, momento em que relatou que alguns projetos feitos pelo Legislativo não seriam executados em virtude de requisitos legais, por vezes deixados de serem observados na sua elaboração, não por má-fé, mas sim por erro humano. Entre os projetos, ele deu como exemplo: uma proposta de sua autoria e o anteprojeto da vereadora Eva que visava a criação da “Ambulância Social” em Livramento.

A fala de Enrique causou uma reação de Eva, que foi até a Tribuna responder: “Parece que o projeto da ambulância social está incomodando. Eu acho engraçado que esse projeto tramitou, tramitou, seu Civeira, e quando eu tava (sic) no PDT o senhor não achou que era ilegal”. A vereadora complementou dizendo: “Este o senhor não tranca. Eu vou arrumar e se ele é ilegal ele vai ficar legal de alguma forma. Esse o senhor não tranca. O senhor já trancou mil e uma coisas, mas esse o senhor não tranca, porque não é para mim, é para a população”.

A parlamentar disse que se há inconsistências na sua proposta, que se crie uma forma de adequar a legislação, “de forma positiva”, mas que Enrique quer derrubá-la porque ela deve filiar-se ao Partido Liberal. “O senhor quer me derrubar porque o senhor é invejoso. Eu vou arrumar esse projeto e vai sair do papel […] eu vou para o PL e com a ajuda da prefeita ele vai sair e não vai ser inconstitucional”, finalizou.

CONTRAPONTO

Após a fala da vereadora, Civeira usou seu tempo de líder de bancada para contrapor as declarações de Eva. “Eu, em nenhum momento aqui, critiquei o projeto da vereadora Eva como ela diz […] eu elogiei o anteprojeto da vereadora. Eu acho que ela que não entendeu, eu elogiei e disse que eu também fiz um projeto e que talvez na ânsia de ajudar a comunidade, tivesse irregularidades e não pudesse sair do papel, mas parece que a ambulância social é alguma moeda de troca que vereadora tem com alguém”, disse.

Até quando mulheres serão mortas por serem mulheres?

Revoltante. Esta é uma das palavras que pode ser utilizada para adjetivar os casos de feminicídios que estão acontecendo na Fronteira “da Paz”. Onde está a sociedade quando um crime desses acontece? Sim, sociedade. Apesar dos territórios, sejam eles brasileiro ou uruguaio, terem por dever garantir a segurança dos seus cidadãos, todos que fazem parte da comunidade têm uma parcela