seg, 15 de julho de 2024

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Vendas online têm crescido e ajudado lojistas a se manter no mercado

Setor lojista se reinventa para tentar contornar a crise

Basta uma simples caminhada pelas ruas centrais do município que a gente pode notar que o duro reflexo da pandemia está estampado em cada esquina. Muitos comércios não suportaram o vaivém dos decretos e das medidas restritivas, e principalmente a instabilidade financeira e acabaram encerrando suas atividades. No vazio, onde há pouco tempo era uma vitrine repleta de bens de consumo, agora paira uma pergunta: até quando?
Pois é a resposta que não sabemos. A inconstância destes dias nos ensina que devemos estar preparados para tudo, até para mudanças repentinas e novas formas de ver a vida. É dentro deste cenário que o setor lojista do município busca novas formas de se manter no mercado para, em primeiro lugar, manter os já escassos empregos em nossa cidade. Nessa tentativa é que muitos empresários estão buscando novas alternativas como as vendas online que cresceram desde o início da pandemia e os serviços de tele-entrega.
Sem tirar os olhos do celular mesmo no horário de trabalho, o que antes era proibido pelo expediente, agora é uma ferramenta essencial e que tem ajudado alguns comércios e lojistas a, pelo menos, manter as suas atividades sem realizar demissões.
Com a atualização do decreto para bandeira preta no início deste mês, o setor projeta uma queda de até 30% nas vendas, sendo o serviço online a única alternativa.
Como comenta o empresário Raed Shweiki, proprietário de uma rede de lojas em Livramento, a mudança de comportamento no modo de vendas e interação pela internet com os clientes veio para ficar, sendo hoje uma alternativa viável, mas que precisa de uma equipe focada para conseguir atender a grande demanda. – Foi a maneira que nós encontramos de trabalhar e para que não haja demissões. Desde o início da pandemia conversamos com nossos funcionários e demonstramos que demissões seriam somente em último caso. Mas até agora, com todas essas dificuldades, nós estamos conseguindo trabalho no formato de tele-entrega. No início foi bastante complicado, pois tivemos que nos adaptar e treinar os funcionários. Hoje, estamos conseguindo atender os nossos clientes –
O empresário diz que é importante entender todos os lados num momento igual a este em que o mundo está enfrentando o mesmo problema e que as vidas humanas são a prioridade. “ É uma situação muito complicada com uma quantidade enorme de vidas perdidas, por isso cada um precisa fazer a sua parte”, comenta.
Sem o atendimento presencial, a cada mensagem que entrada pelo Whatsapp da loja ou pela página no Facebook, é uma correria, pois requer, inclusive, muita paciência e muita atenção para fotografar os produtos e repassar aos clientes, além, é claro, de alguma situação inusitada, onde o próprio atendente serve de modelo ao colocar um calçado e enviar a foto por conta do tamanho ou cor desejada. Uma relação diferente, mas que aos poucos vai ganhando mais espaço no comércio local.
Andando pelas ruas, a gente encontra também outros casos de inovação onde as lojas especializadas em um único ramo de atuação, acabaram incorporando outros serviços como pagamentos de contas. Como explica Leonardo Cardoso da Silveira, gerente de loja há 13 anos. – Nós somos uma loja especializada em roupas e estamos cumprindo todas as exigências sanitárias dos decretos. Vendas somente online. Mas o nosso grande diferencial é que nós temos alvará para correspondente bancário para pagamentos de carnês. Atendimento presencial na loja nós não temos, só tele-entrega. Se o cliente quiser algum produto ele vai pedir pelo Whatsapp, quando então a gente manda a foto dos produtos e ele decide – disse.
Questionado sobre a interação com os clientes e a procura pelos produtos através da internet, Leonardo disse que esse novo formato deve ter um impacto negativo nas vendas, pois é algo novo para a grande maneira dos clientes da loja. – Muitas pessoas não estão adaptadas ainda para comprar dessa maneira e sentem até uma certa dificuldade no momento da compra, em alguns casos acaba até desistindo. A gente perde com isso, mas o serviço está disponível”, resume ele.