seg, 15 de julho de 2024

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Em menos de dois meses de decreto, mais de 60 santanenses já foram autuados

No mesmo período, os órgãos competentes já receberam mais de 500 denúncias de atividades irregulares

Desde o dia 20 de março está proibida toda e qualquer aglomeração no território de Sant’Ana do Livramento. A proibição veio por meio de um decreto municipal que, além disso, também previa o fechamento de estabelecimentos comerciais, hotéis e lojas de conveniência. Algum tempo depois, alguns pontos foram sendo flexibilizados e as atividades foram retornando ao normal.
Entretanto, a proibição de festas, eventos, shows e reuniões, públicas ou privadas, segue mantida. Para garantir que a decisão fosse respeitada, a Prefeitura entregou aos servidores da Fiscalização do Comércio a missão de realizar patrulhas e atender denúncias. Um dos episódios que mais chamou a atenção foi o fechamento do lago do Batuva.
O bloqueio dos acessos ao lago foi determinado no dia 10 de abril, quando cargas de escombro foram colocadas. Mesmo com os obstáculos, no primeiro final de semana com o lago interditado, mais de 200 veículos tentaram acessar o local. Agentes da Secretaria de Trânsito foram acionados para orientar os motoristas a deixarem o local.
Em outros pontos da cidade, como no Cerro de Palomas e na Chácara da Prefeitura, a situação se repete. De acordo com o Chefe da Fiscalização do Comércio, Luan Moreira, o efetivo reduzido dificulta ainda mais o trabalho. “Naquela época em que esteve fechado o comércio, demandava um grupo grande na rua e aí o pessoal vai cansando com o passar dos dias, nós estamos manhã, tarde e noite na rua. Vamos passar para o Executivo a possibilidade de trancar a Chácara da Prefeitura também, só que vai demandar um maior número de servidores e não é garantia de que o pessoal não vai debandar para outro lado”.
Quanto ao grande perímetro a ser coberto pela fiscalização, Moreira diz que a fiscalização é atuante, mas a demanda é muito alta. “Tu ataca de um lado e o pessoal vai para outro e assim fica. O nosso serviço, a gente brinca, que é igual ao (desenho) Tom & Jerry, não adianta. Infelizmente é assim. Se o cidadão não tiver consciência de que ficar em casa é pelo bem do município, pela saúde, a situação não vai mudar”, pondera.
Já no que diz respeito às demais proibições, o levantamento feito pela Fiscalização informa que, no período compreendido entre o dia 20 de março e 6 de maio, foram realizadas 64 autuações, entre pessoas físicas e estabelecimentos comerciais. Outro ponto que merece destaque são os tipos de eventos que ainda continuam sendo realizados.
Só neste período, a equipe interveio em festas, reuniões, cultos religiosos, jogos de futebol e até rodeios que estavam sendo realizados em meio à pandemia. Por outro lado, entre farmácias, postos de combustível, bares, instituições financeiras e motéis, 19 autuações foram realizadas.
Mesmo assim, de uma forma geral, a avaliação do responsável pela fiscalização quanto ao tema é positiva. “Há uma colaboração por parte da população quando a gente fiscaliza o centro, por exemplo, o movimento de pessoas é mais nos carros. Em número muito menor comparado aos 200 carros que a gente viu naquele final de semana no Batuva, só que é óbvio que a gente não vai conseguir controlar e estancar 100%. Embora a gente bloqueando esses locais, não é garantia de que o pessoal vai ter a consciência de respeitar”, pontua.