seg, 15 de julho de 2024

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O trabalho de um entregador de lanches em época de Coronavírus

Risco de contágio e poucas entregas são apenas alguns desafios enfrentados

A quarentena determinou que todas as pessoas que não estão autorizadas a sair para às ruas ficarem em suas residências. Um serviço considerado essencial é o setor de entregas, o conhecido delivery. Este sistema foi adotado pela Prefeitura Municipal para quase todos os serviços que estão autorizados a funcionar, desde alimentos, até roupas e calçados.
José Canedo está na linha de frente deste sistema, pois é entregador de lanches de uma bagueteria. Ele conta que o movimento reduziu muito, mesmo com as pessoas em casa: “Ficou muito fraco, para ter uma noção, o local onde faço entregas de forma fixa possui dois entregadores. Eu fazia uma média de 30 entregas em dias de movimento, agora, usando o último sábado como exemplo, fiz apenas 14. Uma diferença muito grande, principalmente para quem recebe por dia trabalhado”, conta.
Além disso, a insegurança é outro destaque de Canedo: “O pessoal tem muito medo de saber quem é que vai entregar o lanche ou o produto na porta da tua casa, esse é o principal problema, o medo de ser contaminado na hora da entrega. A cidade é praticamente comércio, não gira o dinheiro e muitas pessoas acabam evitando de gastar o dinheiro com lanches, já que existe muita incerteza de algumas pessoas continuarem empregadas”.

José também destacou que as entregas realizadas estão quase lhe dando prejuízos, visto que o custo de manutenção de motocicletas é barato porém rotineiro: “Eu trabalho há vários anos com motocicleta, então, sei que uma hora ou outra vai ter algum problema na motocicleta, seja suspensão pelos buracos ou motor, enfim, os trabalhadores desta área possuem uma certa reserva de emergência, e alguns estão utilizando para manter suas contas em dia, torcemos para que volte à normalidade o mais rápido possível”, conta.
Canedo possui um filho pequeno, questionado sobre o medo de, possivelmente, se contaminar e repassar o vírus para a criança, ele garante que a prevenção é o melhor remédio contra o Covid-19: “Nós estamos seguindo todas as recomendações de segurança, no estabelecimento, os entregadores somente têm contato com o balconista praticamente na porta de entrada da loja, usamos luvas, máscaras e também sempre que retornamos das entregas, passamos álcool em gel nas mãos. Esperamos passar logo por essa fase, para que todos as pessoas voltem a trabalhar normalmente”, finaliza.

João Victor Montoli
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Terra sem-lei

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Agilidade para liberar renegociação

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