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Fronteira registra mais de 300 casos de incêndios desde janeiro

O Corpo de Bombeiros alerta para o risco de queimadas em campos

Pauta recorrente nos últimos meses, as grandes queimadas fazem com que a luz de alerta seja acesa. Isso porque, de acordo com informações repassadas à Reportagem do jornal A Plateia pelo 10° Batalhão de Bombeiros Militar, só nos meses de janeiro, fevereiro e em alguns dias de março, foram registradas cerca de 140 ocorrências com fogo em Sant’Ana do Livramento.
Na grande maioria dos casos, essas ocorrências tratam-se de fogo em campo. Além de queimadas que começam em consequência de pedaços de vidro que são aquecidos pelos raios solares e, quando em contato com a pastagem seca originam um foco de incêndio, deve de se considerar também o fogo que inicia a partir de uma bituca de cigarro ou pela ação irresponsável de parte da população.
Isso porque o fogo é erroneamente utilizado como ferramenta para realizar a limpeza de grandes terrenos ou também para queimar lixo. Quanto a isso, o Sargento do Corpo de Bombeiros, Emerson Flores, sugere que a população tenha mais consciência quanto aos riscos de ações como essas. Isso, é claro, da forma adequada, evitando utilizar fogo como instrumento, visto que a região onde a cidade está localizada enfrenta um extenso e severo período de seca, o que propicia que a vegetação esteja mais suscetível ao propagar as chamas.

Além disso, outra alternativa para quem mora próximo a áreas de campo ou terrenos desocupados, é manter os arredores da residência limpos. Essa medida evita que, em caso de incêndio em alguma área próxima, as chamas não atinjam a residência.
Ainda nesta quarta-feira, dia 11, mais uma ocorrência de fogo em campo atingiu uma área de Livramento. Desta vez, a ocorrência foi registrada na rua Rodolfo Costa, próximo à faixa de acesso ao Porto Seco.
O fogo começou com a tentativa de moradores do local de limpar a área, visto que em meio ao terreno existe uma passagem de pedestres. Entretanto, a situação saiu do controle por causa do estado da vegetação, bastante seca pelo calor e também pela ação do vento que, soprando constantemente, acabou alastrando as chamas.

No local, em entrevista para ao programa da rádio RCC FM (95.3), Boa tarde, Cidade, o Soldado Moisés, desabafou: “É lamentável, começo a dizer que é lamentável. A comunidade santanense está vendo a seca que nós estamos atravessando em nível de Estado e não preserva a vegetação colocando fogo dessa maneira. Tivemos que acionar duas guarnições porque o fogo está em torno das residências”.
Sobre a mesma situação, o Sargento Emerson ainda alertou sobre os danos à saúde. “As pessoas nos arredores, mesmo não estando no local, como esses incêndios geram muita fumaça, com certeza, podem sofrer algum problema respiratório’’, comentou.

Do outro lado da fronteira, em Rivera, a situação é ainda mais grave. Isso porque no mesmo período entre janeiro, fevereiro e os primeiros dias de março foram registradas cerca de 240 ocorrências com fogo. Em sua grande maioria, sob as mesmas condições que as ocorrências do lado brasileiro. Por sorte, ações criminosas como essas não resultam em tantas vítimas diretas, mas o impacto ambiental é bastante forte. Fica o alerta e o pedido das corporações por mais responsabilidade.

Murilo Alves
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