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Centro de Referência da Mulher incentiva a denúncia de qualquer tipo de assédio

Ação é promovida para evitar que caso semelhante ao ocorrido em Porto Alegre se repita

Foi manchete, em vários jornais do país, um caso de assédio por parte de um motorista de aplicativo a sua passageira. A jovem se deslocava para a casa de uma amiga quando foi abordada pelo condutor. Ao perceber que estava sendo assediada, começou a gravar o diálogo com a câmera do celular virada para o próprio rosto. O motorista diz que poderia namorar a jovem, ao que ela responde que é menor. O condutor insiste, dizendo que esse não seria um problema. “Problema seria se tu tivesse 13 anos. E eu acho que tu não tem 13 anos… De 14 para cima, tu já é responsável”, rebateu.

A jovem, então, tenta colocar um fim na conversa. “Eu não tenho interesse, obrigada”, disse. “Estou só brincando, eu não estou dizendo que você deveria ter interesse”, é a última fala do motorista no vídeo. Ao fim da viagem, ela denunciou o perfil do motorista no aplicativo e registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher de Viamão. A Uber informou que o colaborador teve a conta banida e não atua mais na plataforma.
Para evitar que isso aconteça em solo santanense, o Centro de Referência da Mulher, através de sua coordenadora Mônica, recomenda que denúncias deste tipo de casos devem ser feitas e mostra os caminhos a serem seguidos pelas vítimas: “A denúncia deve ser da seguinte forma, se o assédio ocorreu no transporte público, a mulher deve anotar o número do prefixo do veículo e deverá realizar o Boletim de Ocorrências e até mesmo se dirigir até o nosso espaço, onde será atendida por nossa equipe que é composta por advogada, assistente social e psicóloga, todas as maneiras para deixar a mulher mais confortável possível e também para dar prosseguimento a acusação de assédio”, conta.

Mônica também ressalta que existem vários tipos de assédio, mas, que por muitas vezes, seja pela criação ou pela falta de conhecimento não são tratados como tal: “Se a mulher se sentir de qualquer maneira coagida e/ou intimada a realizar qualquer tipo de ato que ela não queira fazer, isso já é caracterizado como assédio e a roupa utilizada não interfere no respeito que se deve ter com a mulher. A roupa é uma desculpa que algumas pessoas encontram na tentativa de justificar o injustificável. Até mesmo no trabalho, a maneira de um elogio pode ser considerado assédio, no trabalho o elogio deve ser para as ações na qual a mulher está desempenhando e não sobre sua aparência”.

Não tenha vergonha!

Outro ponto citado pela coordenadora é que as vítimas jamais deverão se sentir com medo ou vergonha de denunciarem qualquer tipo de assédio e/ou agressão sofrida: “Anteriormente as mulheres estavam sendo assistidas pelas unidades do CRAS, agora nós estamos retornando com todas as atividades centralizadas aqui na sede do Centro de Referência da Mulher, e aqui é o local para receber qualquer tipo de atendimento, a mulher que entra aqui será atendida por toda nossa equipe. Contamos agora com o Conselho Tutelar também neste espaço, então a mulher pode ter certeza que terá todo o tipo de apoio para solucionar seus problemas. Estamos organizando uma série de cursos profissionalizantes para capacitarmos as mulheres santanenses, em breve divulgaremos os cursos”, encerra a coordenadora.
O Centro de Referência da Mulher fica localizado na rua dos Andradas, 1157 das 7h30 às 13h30.

João Victor/AP

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