ter, 19 de outubro de 2021

Aplateia Digital - 16/10/21

Última Edição

Os erros de Português

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Se, por um lado, viver me atualizando no Português por ser uma exigência da minha profissão é algo que me realiza; por outro, meu senso crítico que sempre foi bastante aguçado se torna ainda mais, o que também é uma exigência da minha profissão.
Vamos à escola, aprendemos o mínimo minimorum e seguimos nossas vidas, felizes, realizando todos os projetos e atividades diárias que nos são exigidas como brasileiros, atuantes, pulsantes e viventes “nesta terra abençoada por Deus, e bonita por natureza, mas que beleza”, já dizia Jorge Benjor! Agora, ter que ler diariamente absurdos de pseudo-escreventes, em anúncios e textos divulgados não só na internet, alguns se intitulando jornalistas, é por demais desgastante. Vejam: “Segundo dentistas, esse truque acaba com o MAL HÁLITO para sempre” ou “INTERNATO com covid-19, Luciano Szafir pede orações para Eduardo …” ou ainda: “Troca de OLHO ao abastecer neste posto”. Mal hálito? Internato? Olho em vez de óleo? Ah, bobagem, para que ligar para algo tão sem importância, foi só uma letrinha trocada, afinal entendemos tudo perfeitamente, mas e a qualidade? E a excelência? Talvez não haja tanta necessidade assim! Sei que não sei tudo, sei que preciso estar constantemente me atualizando, e além de não saber tudo, tenho sempre dúvidas, que procuro sanar, pesquisando, mas já me disseram que a minha profissão de revisora não existe mais, talvez porque todos escrevam corretamente, então revisora para quê? Segundo alguns pedagogos, nós não falamos errado, só falamos de maneira diferente uns dos outros.
Tive a oportunidade de cursar italiano por um ano, e em vários momentos vi que não era necessário conhecer profundamente o outro idioma para concluir que a tradução estava errada! Aí eu me pergunto: se a tradução estava errada, eu não estaria pagando por um curso que poderia estar ensinando errado? Ainda bem que não houve a promessa de falar fluentemente o novo idioma em um ano – porque assim seria demais, afinal, nós brasileiros, nascemos, crescemos e morremos sem saber falar bem nosso próprio idioma, imaginem aprender um novo em apenas um ano!

FUTEBOL: PAIXÃO SEM SENTIDO. MAS É PAIXÃO!

Buenas!,   Nesta semana, depois de quase dois anos, frequentei um estádio de futebol. Não há porque guardar segredos, não sou comentarista esportivo, portanto confirmo