qua, 22 de setembro de 2021

Aplateia Digital - 18-19/set/2021

Última Edição

Falando em política

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Falar sobre política é mexer num vespeiro sem proteção. Se coloco minha posição no verde-amarelo sou rotulada de “boiada, bolsominion” e outros bichos más; se coloco minha posição no vermelho eu mesma vou me considerar alguém muito curta de memória e colocar para debaixo do tapete tudo o que aconteceu e ainda continua se descobrindo.
Será que na política existe um meio termo? Nem tanto fanatismo para ambos os lados, nem tanto radicalismo sobre os pontos de vista? A verdade é que se a outra pessoa pensa diferente de mim, já passo a olhá-la com um viés descepcionado, fico pensando: bah, tanto carinho e admiração que eu tinha por ti! Que decepção! A minha diferença em relação aos demais é que por maior que seja a minha decepção e frustração em relação ao meu amigo, conhecido ou seja quem for é que na maioria das vezes eu me abstenho de opinar. Porque, pensando bem, se eu expuser meu ponto de vista diante de alguém que pensa diferente de mim eu vou conseguir dissuadi-la? Eu vou conseguir mudar sua visão da situação? Não. Apenas vou perder a amizade. Os fatos estão aí, os números estão aí, o fanatismo – de ambos os lados – está aí. Não haveria um meio termo, volto a perguntar? Só tem preto e branco? Não há tons de cinza?
Cansei de argumentar que a vacina, principalmente a coronavac, não era a saída para imunizar, já que tem menos de 50% de eficácia. Cansei. Fui chamada de tudo, a palavra mais bonita foi: ignorante. A vacina ajuda? Claro que sim: ajuda. A hidroxicloroquina e a ivermectina também, mas eu sou ignorante. Meu conhecimento médico nem é nulo, ele simplesmente não existe.
A propósito, escrevi este texto no dia 25/05, e no dia 29/05 os ingleses foram às ruas pedindo ao governo a vitamina D, hidroxicloroquina e ivermectina.