ter, 26 de janeiro de 2021

Aplateia Digital - 23/01/2021

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Investimentos: perdas e ganhos

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Buenas,

Dizem por aí que nunca se investiu tanto em ações e em aplicações financeiras como nos dias atuais e não só no Brasil. Mundo afora há pessoas que estão vivendo em prol e para investimentos em bolsas de valores, criptomoedas e assemelhados.

Que fique claro: estou a falar daquela parcela populacional que consegue ter algo sobrando para investir e, principalmente, daqueles que fizeram do investir dinheiro alheio e próprio, uma profissão. Os desvalidos, aqueles que mal sobrevivem com seus parcos ganhos, esses não são assunto dessa singela crônica. Hoje falemos da bonança, quando e enquanto ela existe, rara em geral, pois a miséria, essa bate à porta com maior frequência.

Falei que muitas pessoas acreditam que nunca se investiu tanto em papéis virtuais, mas conhecer o passado pode ser bastante educativo. Vou comentar alguns casos complexos sobre investimentos.

Corriam ventos de mudanças naqueles tumultuados anos entre 1888 e 1891. A economia brasileira estava tão instável quanto a política em geral. Cito somente a abolição da escravatura e a proclamação da República, dois eventos que tiveram grande repercussão na área financeira, como era de se esperar.

O presidente Deodoro da Fonseca estava tão perdido quando assumiu como quando renunciou. Rui Barbosa, nossa maior autoridade intelectual, tomou as decisões na área administrativa e lançou um plano mirabolante e simples, visando incentivar a industrialização e dar conta das crescentes despesas: criar dinheiro. Ora bolas!, como ninguém pensou nisso antes?

Dinheiro novo sem o devido lastro no fundo de reservas federal só fez aumentar a dívida pública. Mesmo assim, no início, foi maravilhoso! Empresas surgiram da noite para o dia, fortunas surgiram do nada com a simples venda e compra de ações.

Do mesmo modo que hoje, muitas destas ações também eram virtuais. Empresas fantasmas lançavam papéis na bolsa de valores, recebiam capital e depois desapareciam. Alguns bancos eram autorizados a emitir moeda, gerando dinheiro sem ter saldo, gerando um processo inflacionário imenso e o caos econômico. Muitos bancos e empresas foram à bancarrota, além de gente comum que, levados pela onda de ganhos inicial, resolveu investir tudo que tinha na febre das ações. Essa lambança ficou conhecida como a “Política do Encilhamento”. Rui Barbosa não durou muito no cargo, assim como essas riquezas etéreas, elas foram levadas pelo vento, como castelos de areia em dias de ressaca.

Em 1929, foi feita uma bobagem similar. O Banco Central americano gerou moedas e títulos de ações, levando à quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, lembram? A crise foi mundial, quebrando a economia de diversos países. O café, o principal produto de exportação do Brasil, passou a valer quase nada. O governo Getúlio Vargas, que tomou o poder em 1930, colocou fogo em diversas sacas, visando reduzir a quantidade do produto e forçar a elevação do preço. Tudo em vão.

Muitos dirão: isso foi nos séculos XIX e XX, nós somos gente evoluída e genial do século XXI, não estamos sujeitos a essas tempestades! E eu vos direi: não é bem assim…

Há poucos anos, em 2008, tivemos um tsunami da mesma cepa. O mercado imobiliário americano implodiu bancos e agências de investimentos após especulações absurdas. Os governos americanos e europeus tiveram de injetar bilhões nos bancos falidos. Mesmo assim, milhares de pequenos investidores perderam tudo, principalmente suas residências. Recomendo assistirem o filme: “A grande aposta”, nele, podemos ter uma ideia por cima do assunto.

Atualmente, o dinheiro ficou praticamente virtual. Há meses em que o meu salário entra na conta e sai por completo sem eu tocar em uma única nota. O fato do investimento ser virtual, permitiu o surgimento das criptomoedas, dinheiro totalmente digital.

Isso facilita a ação de empresários inescrupulosos, inclusive com o mesmo modus operandi dos que existiam no século XIX e XX. Nos últimos anos, quadrilhas foram presas por aproveitarem-se da boa fé de investidores seduzidos por propostas de ganhos estratosféricos. Era a clássica pirâmide: os “investidores” ostentam carrões, viagens e jóias, tudo adquirido com a bonança de sua sagacidade, prometendo ganhos surreais. Como faziam: gastavam o dinheiro dos primeiros e usavam essa ostentação para simular que o negócio era lucrativo, atraindo novos clientes. Dava lucro, mas sabemos bem para quem…

O que espero que fique de aprendizado desse histórico de ocorrências desastrosas na economia envolvendo a febre dos investimento em ações e moedas virtuais é que a instabilidade é sua premissa básica. São variáveis demais envolvidas: decisões governamentais, interesses de empresários, lucros de mega investidores, mudanças climáticas e, agora, uma pandemia, só para dar mais uma volta nesse tornado de fatores que permeiam esse mundo complexo dos investimentos.

Um incauto leitor me perguntará: já investiu em ações, por acaso? Eu cá de minha parte responderei que sim. Porém, o estresse e a preocupação com o perde e ganha foi demais para mim! Desisti e decidi, desde então, que meus investimentos teriam uma única direção: aquela apontada pela bússola que escolhe o destino de minha próxima viagem.

Nesse ano viajei pouco, logo, consegui guardar alguma coisa. Onde investi? Na clássica poupança. Ganho quase nada, é verdade, mas é uma decisão pessoal, cada um escolhe por si e arque com as consequências. Pensando bem, ganho bastante sim: por não me arriscar com investimentos e seus sobressaltos, tenho por lucro belas noites de sono…

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