Moradores do residencial Manoela reclamam do forte cheiro de esgoto

DAE e empreiteira que finalizou a obra divergem sobre a responsabilidade do problema
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

Em 31 de março deste ano, cerca de cem famílias receberam as chaves dos seus novos lares no loteamento Manoela. Em junho, mais 120 casas foram entregues após a conclusão de uma desobstrução de parte da rede de esgoto que apresentou problemas durante uma inspeção do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Por sua vez, a construtora responsável pela obra contratou uma empresa de hidrojateamento para realizar o serviço.
Entretanto, pouco tempo após as primeiras famílias ocuparem as casas, um outro problema surgiu. Mesmo invisível, o mau cheiro proveniente do esgoto vem causando grande incômodo aos moradores, principalmente àqueles que residem próximo à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do bairro.
Como é o caso de Ana Cláudia Morales que reside no loteamento há cerca de seis meses. “Eu sinto mais quando fica de tardezinha, eu sinto aqui na frente. […] O cheiro é muito forte”, comenta. A moradora também relata que, em determinados períodos do dia, precisa fechar as janelas da casa por causa do forte odor.
Outra residente do Manoela, que prefere não se identificar, diz que o problema é recorrente. “É horrível. […] É sempre. Um cheiro insuportável. Desde que entregaram as casas tem esse cheiro. Quando chove enche e sai toda a água (da ETE). […] Tem que estar até com os vidros das janelas fechados, porque não tem quem aguente nem dentro de casa. Às vezes está melhor do lado de fora do que dentro de casa”. Ainda segundo ela, com o calor a situação piora.
Em contato com o proprietário da empresa responsável pela obra do Manoela, Pedro Binotto, ele disse que a responsabilidade é do poder público e que o problema ocorre pelas ligações irregulares feitas na rede. O engenheiro diz também que as estruturas foram entregues em condições, mas, como os moradores conectaram a rede pluvial de forma inadequada à rede de esgoto, o sistema não comportou e a responsabilidade é do município.
Por sua vez, o DAE diz que cabe à construtora realizar os reparos na rede de esgoto. O DAE também informa que houve um acordo entre a construtora e a autarquia que prevê que apenas a manutenção da rede das casas fica a cargo do poder público, as demais questões, até a entrega oficial do empreendimento, ficam sob responsabilidade da empresa. O projeto, iniciado em 2012, foi orçado em R$ 17 milhões e passou por vários períodos de incertezas, chegando a ter, em repetidas oportunidades, obras paralisadas e depois retomadas.

Este site utiliza cookies para melhorar o desempenho e entregar uma melhor experiência de navegação para você, além de recomendar conteúdos do seu interesse.
Saiba mais em Política de Privacidade

ACEITAR
Aviso de cookies