Tombos homéricos

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Temos, na Plateia uma colega, a Mirta: ágil, simpática, prestativa que, veloz, se vira nos “trinta” para realizar TODAS AS suas tarefas: limpa aqui, serve café ali, e lá vai ela… Até que tropeçou na escada com uma bandeja cheia de xícaras. O colega correu para socorrê-la, e ela só dizia: as xícaras… quebrei as xícaras… sem se importar com suas mazelas.
Quem nunca caiu? Não? Nunca? Pois, eu, sim! Inúmeras vezes. O primeiro tombo homérico de que tenho lembrança: trabalhava no escritório das lojas J.H. Santos (alguém lembra?) em Porto Alegre-matriz, na Dr. Flores. A novidade era o vidro, em tudo, inclusive nas portas. Eu, nos meus vinte anos, querendo mostrar agilidade, venho correndo, sim, exatamente isso, correndo. Levo a mão na maçaneta e seguro a porta com o joelho… resultado!!! A porta, que já estava com problemas, quebrou na dobradiça, e eu, com todo o meu preparo físico – heheheh – não tenho nem reflexo nem força para segurá-la … pummm – me estatelo no chão – de quatro, sobre a porta que deveria ficar inteira no chão, mas não, se estilhaçou toda. Aiiii … minha calça nova!!! Meus colegas vieram correndo, inclusive meu chefe, que não queria olhar meu rosto (na época os chefes se apaixonavam pelas funcionárias. Hoje, não?), então, a maior preocupação dele: meu medo era que os estilhaços tivessem desfigurado teu rosto!). Nada tão dramático. Apenas, minhas calças novas que tinham uns botões lindos de metal em forma de coração ficaram furadas nos joelhos. Adivinhem que eu tirei todos os botões e aproveitei depois.
Depois deste tombo, mais outros. Nem tão românticos assim. Caí umas três vezes nos ônibus. O mais “emocionante” foi em um ônibus quase vazio, na rua Júlio de Castilhos, na curva ao entrar na Conceição. Passo na roleta, bem no momento da curva. Resultado: me desequilibro, caio no primeiro banco com a cara colada no vidro. Olho para o motorista (fdp) que está de olho no retrovisor e vejo um olhar irônico: “Viu, sua burra, por que não te seguraste?”
Ah, sem falar no tombo que levei ao sair de um mercado perto de casa, numa rampa, com as mãos cheias de sacolas e como consequência apenas, apenas, quebrei uma vértebra.
Bom, o último, e espero realmente que seja o último, foi aqui em casa, no banheiro. Não quebrei nada, apenas minha dignidade e meus dois braços, que não se quebraram, mas que doem pra caramba quando quero espichá-los para segurar ou levantar algo. Ah, claro, esqueci de mencionar que caí de uma cadeira diretor, aqui em casa, com um copo de cerveja na mão, na companhia de meus colegas da Plateia, foi bonito de ver. Mas, a cerveja ficou intacta.
O pior de tudo, não é cair, é ouvir: puxa, a senhora tem que se cuidar! Como se cair fosse de propósito e eu a única a cair e como se isso nunca mais fosse acontecer! Assim, espero.

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