Retirada do “Gado de Corredor” gera discussão

Grupo formado por pequenos produtores que criam animais soltos nas estradas rurais querem flexibilização do Estado
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O Rio Grande do Sul recebeu, neste mês de agosto, o reconhecimento nacional de zona livre de aftosa sem vacinação, outorgado pelo Ministério da Agricultura que impôs ao Estado 18 medidas que deveriam ser observadas para que isso ocorresse. Após cumprir todas elas, o RS passou por uma auditoria que foi responsável pela mudança no status.
Com o reconhecimento do novo status do Estado, a prática ilegal conhecida como criação de corredor, ou gado no corredor, onde trabalhadores rurais acabam criando animais soltos nas estradas, está sendo coibida com mais rigor.
A prática de criar em corredor, ou seja, nos espaços entre cercas e rodovias, ou em qualquer lugar que não seja uma propriedade rural é irregular e traz riscos ao rebanho estadual. Por isso, os animais nesta situação serão recolhidos e caso a propriedade não seja comprovada serão destinados para o abate sanitário e a carne poderá ser doada para instituições beneficentes. A normativa do programa Sentinela orienta os produtores rurais que possuem criação no modo “gado no corredor” que a regularize o quanto antes.

Derli Alves Costa na Redação do Jaornal A Plateia (Foto: Matias Moura )

A reportagem do Jornal A Plateia recebeu em sua redação Derli Alves da Costa, 40 anos, conhecido como “seu” Puchero, que é tropeiro, trabalhador rural e atualmente representa um grupo de mais de 80 famílias de criadores de corredor. Para ele que, praticamente, se criou vendo esta atividade seria necessário que o Governo do Estado desse um tempo maior para o “pobre” se adequar. “Trabalho a minha vida inteira em estância. De tropeiro, alambrador, peão de todo o serviço. Não tenho campo, apenas as minhas éguas que são criadas soltas lá num corredor do São Diogo. Ganho pouco, não tenho como pagar um local de pastoreio. Esses cavalos são para trabalhar. E assim tem um monte de gente que cria. Que tem uma pontinha de gado e cria solto no corredor. Inclusive tem gente que tem talão de produtor. A minha pergunta é: como é que fica o pobre nessa questão”? disse.
Segundo Derli, várias reuniões foram realizadas na Prefeitura Municipal e na Secretaria de Agricultura com os representantes dos pequenos criadores para buscar uma alternativa. O grupo chegou a editar um documento que será enviado para Porto Alegre ao Secretário Estadual de Agricultura Covatti Filho, pedindo uma flexibilização nas medidas de fiscalização para os criadores que comprovarem que os animais são seus.

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