Comissão do Mercosul debate demandas da fronteira em videoconferência

Em pauta, estiveram a cobrança dos testes de Covid-19 para os caminhoneiros e programas de fomento do Badesul
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A Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais esteve reunida através de uma videoconferência na manhã de hoje. A reunião ordinária foi conduzida pelo presidente da Comissão, o deputado estadual Frederico Antunes (PP), e contou também com a participação de autoridades do estado, como a Secretária de Saúde do Rio Grande do Sul, Arita Bergmann.

A diretora-presidente do Badesul, Jeanette Lontra iniciou sua fala expondo as ações da instituição e também comentando sobre as linhas de crédito disponíveis para os empresários do estado. Jeanette também observou o difícil momento em que a economia enfrenta em um âmbito geral e reforçou o interesse e a disponibilidade da instituição em apoiar os negócios da Região da Fronteira.

A nível local, a diretora-presidente destacou empreendimentos de sucesso como o complexo termal Amsterland, fruto de um investimento de empresários santanenses e também a vinícola Guatambú, localizada em Dom Pedrito. Ainda em sua explanação, Jeanette destacou que o programa quadruplicou os seus recursos em 2020 e, além disso, recebeu R$ 60 milhões do Ministério do Turismo que podem ser aplicados na região como forma de fomentar a economia.

Quanto a isso, o presidente da Comissão sinalizou positivamente essas ações e propôs um novo encontro, desta vez com representações dos empresários e também de membros do BNDES para que essas ações de incentivo possam ser implementadas. ”Precisamos pensar o pós-pandemia e criar as condições para a reabilitação de nossa economia”, opinou.

EXIGÊNCIAS URUGUAIAS

No encontro, também foram tratadas as determinações impostas pelo governo do Uruguai a quem deseja ingressar ao país. A exigência de testes e seguros de saúde encareceriam ainda mais as operações no país vizinho, que também é rota para os demais países do Cone Sul da América Latina.

Quem propôs a discussão sobre o tema foi o presidente da Associação Brasileira de Transportes Internacionais (ABTI), Francisco Cardoso, quem afirmou que os profissionais foram pegos de surpresa com as medidas do decreto uruguaio e também não se sentem seguros. “Cada teste custa cem dólares. Embora o Uruguai acene com a possibilidade de aplicação de um teste por 40 dólares, mas isso ainda não é certo”.

Cardoso disse que os caminhoneiros estão cientes da gravidade e complexidade do tema, mas classificou o curto prazo de validade do teste, de no máximo 72h, como prejudicial à categoria. “Nossa sugestão é substituir o (teste RT-) PCR por testes rápidos e de preferência sem custos, além de manter o distanciamento social, uso de máscaras e luvas para que possamos seguir trabalhando”, pontuou.

Representando a Câmara Municipal de Vereadores de Sant’Ana do Livramento, o vereador Carlos Nilo (PP) encaminhou há poucos dias um ofício solicitando auxílio à Comissão do Mercosul justamente para encontrar uma solução para este tema. Já durante a reunião, Nilo também falou sobre a recusa das seguradoras em fornecer planos que ofereçam a cobertura exigida pelo governo uruguaio.

Ainda sobre o tema, a Secretária de Saúde, Arita Bergmann destacou que o governo do estado está empenhado em encontrar uma maneira de não onerar os profissionais do transporte e ainda garantir o cumprimento das exigências do país vizinho. “O governo do estado esta disposto a interagir com o governo uruguaio para que juntos possamos encontrar a melhor solução”, garantiu.

A Secretária de Saúde também indicou a possibilidade da inclusão dos profissionais no programa Testar RS. Desta forma, o Estado forneceria os testes, as amostras seriam colhidas em Livramento e os exames seriam processados no laboratório da Unipampa, em São Gabriel. Assim, o tempo de espera reduziria e os custos seriam menores. Agora, segundo Arita, o Executivo Estadual encaminhará um pedido para que o Itamaraty auxilie e agilize as negociações com o governo uruguaio.

 

Fotos: Cristiano Guerra

 

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