Eis a Questão! – jurema Luz – 20/06/2020

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Mudança de hábitos

Tudo muda: roupa, decoração da casa, a aparência dos prédios, da forma de falar, visão de mundo, perspectivas. Tudo. Não … nem tudo. Estava ouvindo a Mercedes “Maravilhosa” Sosa, La Negra, interpretando a música Duerme Negrito: Duerme, duerme negrito que tu mamá está en el campo… […] si no duermes viene el diablo blanco y zás…. Até aí, achei fantástico ouvir, porque quem, em sã consciência não se indigna com o tratamento que era dado aos negros? O negro continua lutando por seu espaço como ser humano. Os asiáticos, e aqui me refiro a China e outros povos que continuam escravizando seu próprio povo para a exploração como mão de obra comercial e sexual, mas, estava pensando na mulher negra, ou índia, ou branca, ou asiática, ou europeia, ou brasileira: na MULHER! que deveria estar no campo (nem só no campo, claro) trabalhando sob condições sub-humanas, ou sem o tormento deste lado físico como cólicas menstruais, como dor nos ovários, na bexiga, dor nas costas por estar fazendo um esforço além da sua capacidade física – que jamais mudará, a não ser que a natureza mude e ela se torne muito mais forte fisicamente – com o pensamento no “negrito” que ela (a mãe) havia deixado sozinho e com pouca alimentação. Quantas mães, hoje, são obrigadas a deixar seus “negritos” sós em casa, por falta de quem os cuide enquanto elas trabalham e tragam os “cerdos” para seus filhos.
Este assunto nos leva a vários problemas sociais: à luta do negro por seu lugar como ser humano, inteligente, e de valor, como qualquer outro ser humano; o valor da mulher, que desfigura seu corpo (adquirindo varizes – cucurutos (sic) vocês lembram do vereador? – estrias, celulite – claro que para os mais superficiais isto é estética – a autoestima fica encerrada em uma fronha) como contribuintes perpetuadoras da espécie humana, em nome da maternidade, e em consequência desta maternidade, que trazemos em nosso DNA e não queremos que seja diferente, tudo muda – desde a forma física, e da responsabilidade social, principalmente das mulheres.
Tentamos nos libertar de estigmas, muitas vezes esta tentativa de libertação nos leva a extremos. Estes extremos estão mudando as características atuais da sociedade, mas, a mudança, por mais radical que seja, não vai mudar nosso organismo. E aqui me refiro ao organismo feminino: vamos continuar tendo cólicas menstruais, vamos continuar sendo mais frágeis fisicamente, mas … vamos continuar sendo fortes na hora de enfrentar a situação, seja ela qual for, principalmente quando se trata de criar nossos rebentos e segurar as “pontas”. Acertando, errando, nos escabelando, buscando ajuda de todas as formas. Mas, mulheres, nós adoramos os homens, não podemos viver sem eles ou será que sim? E olha que não sou feminista!
Sei que vou ser crucificada! Mas, enfim, quem cai na chuva é para se molhar.

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