Corredor santanense fala sobre readaptação

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Nidgie da Silva diz que encontrou forças na família e amigos para retornar

Atual campeão da meia maratona de Punta del Este, campeão da meia maratona de Uruguaiana, campeão da meia maratona do Rotary Clube de Bagé e com lugar garantido entre os dez melhores da América Latina na maratona do Rio de Janeiro, o santanense Nidgie da Silva, de 30 anos foi surpreendido por um adversário desleal, a pandemia do novo Coronavírus (COVID-19). Mesmo estando no ápice da forma física, não houve jeito, a saída foi paralisar as atividades e ficar em casa.
A partir deste momento, as derrotas pareciam se acumular. Patrocínios foram perdidos, provas canceladas e nem um sinal de que as coisas voltariam ao normal. “Desde o começo quando começou se falar em Coronavírus no Brasil, eu já comecei a ter um certo receio do que fosse acontecer. Mas é claro, eu não imaginava que ia tomar uma proporção tão grande assim”, comenta o corredor.

No final de março, quando a pandemia atingiu o país, Nidgie estava em plena preparação para a Maratona Internacional de São Paulo, e conta que foi surpreendido com o cancelamento. “Vinha me preparando para correr a maratona de São Paulo, que é uma maratona em nível mundial e eu largaria na elite nessa prova, como eu já vinha fazendo nas outras provas por conta dos índices e tal. Estava a duas semanas da competição, em um período em que vinha com a preparação a todo vapor, esse foi meu primeiro choque de realidade e um aviso do que ia ser nossa realidade”.

Mesmo assim, o maratonista alimentava a esperança nas provas em nível estadual e regional. Entretanto, estas também foram canceladas. Frente à suspensão e cancelamento das competições e também ao avanço da pandemia, os prejuízos para o atleta foram além da perda de patrocinadores. Depois de ficar 25 dias sem correr, além do déficit no desempenho, a perda da motivação também deixou suas marcas.

“Tive que buscar motivação em outras fontes para que pudesse continuar os treinos. Minha filha e meus amigos me incentivaram a não desistir. Também contei com o acompanhamento de uma psicóloga para superar”, comenta. Com mais de uma década de corrida, sendo cinco anos como profissional, Nidgie recomeçou gradativamente seus treinos para recuperar a forma física e garantir bons resultados quando as competições retornarem.

Ainda este ano, o objetivo é participar da São Silvestre, da maratona de Porto Alegre e buscar o bicampeonato em Punta del Este. “São grandes provas que eu vou treinar e buscar com todas as minhas forças o meu melhor. Não vou desistir, vou lutar até o fim porque eu preciso, eu respiro a corrida e vejo um futuro brilhante dentro desse esporte na minha vida”, garante.
Para o futuro, os planos continuam sendo relacionados ao esporte. Acadêmico do 6° semestre de educação física, Nidgie também é sócio da empresa de assessoria esportiva Movimento que, recentemente, inaugurou um novo espaço para treinamentos. “Conseguimos adaptar duas salas e atendemos individualmente ou em duplas, depois que o decreto flexibilizou, facilitou bastante”, observa.

Encerrando sua fala, Nidgie destaca a importância da corrida em sua vida. “Minha profissão é ser atleta. Eu não teria continuado se não fosse o amor à camiseta. O que mais me motiva a continuar nesse desafio é acreditar que eu posso ter um futuro próspero dentro do esporte e influenciar outras pessoas”.

Murilo Alves
muriloalves@jornalaplateia.com

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