Bastideores – Edis Elgarte – 06/06/2020

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O coletivo na individualidade

A decisão unânime do Plenário do TSE, esta semana, confirmando a possibilidade de os partidos políticos realizarem suas convenções partidárias por meio virtual, para a escolha dos candidatos que disputarão as Eleições 2020, deu o tom oficial a uma constatação que já havia se tornado real na programação das agremiações com relação ao calendário eleitoral. Ainda que o Congresso mantenha o indicativo da transferência do pleito para o fim do ano, até agora nenhuma data previamente estabelecida no calendário eleitoral foi alterada, o que levou os partidos a considerarem também a manutenção da data para as convenções, entre 20 de julho e 5 de agosto. No atual estágio – ainda crescente, infelizmente – da chamada curva de contágio do novo coronavírus, impossível pensar na liberação de aglomerações. As convenções perderam seu colorido e seu calor.
Apesar disso, estabelecidos critérios objetivos de controle do processo, os encontros virtuais poderão naturalmente atingir seu propósito, que é o de ouvir os membros dos partidos, representados pelos integrantes dos diretórios, e deles receber o endosso para os nomes dos candidatos e propostas que pretendem apresentar aos eleitores. As regras e os procedimentos para as convenções partidárias virtuais já estão previstas na Lei nº 9.504, de 1997, e na Resolução TSE 23.609, do ano passado. Além disso, óbvio, os encontros devem também respeitar as normas partidárias e a democracia interna das legendas. Cada partido terá autonomia para utilizar as ferramentas tecnológicas que entender mais adequadas para sua convenção – preferencialmente, com a metodologia mais “acessível” à natural dificuldade de alguns filiados com a modernidade da tecnologia.
Como um todo, a grande festa cívica e democrática do processo eleitoral perderá seu brilho, já se sabe. Além das convenções, a própria busca do voto – o tradicional “corpo a corpo” – ficará prejudicado pelos protocolos do combate à pandemia. Tomara que, individualmente, como sempre foi, cada eleitor consiga escolher o melhor para o futuro da coletividade.

“Espraiando” propostas

A utilização dos recursos tecnológicos, especialmente as redes sociais, para alcançar a sociedade – largamente utilizada nas últimas eleições pelo mundo todo, depois do exemplo na eleição de Barack Obama, no EUA – ganhou redobrada importância diante do abismo interpessoal exigido para o combate da pandemia provocada pelo novo coronavírus. Em Livramento, apesar de que individualmente políticos de todos os partidos estejam se utilizando das redes sociais para se comunicar com o eleitor, o PT inquestionavalmente tem sido mais ágil e pontual nessa seara. Quase que diariamente o ex-prefeito e pré-candidato à sucessão municipal Glauber Lima tem feito “lives” nas quais conversa com várias lideranças locais e estaduais, de diferentes áreas, sobre questões específicas da vida cotidiana, analisando a realidade e propondo alternativas para os principais problemas locais. Uma das “lives” já anunciadas terá a participação do ex-governador Olívio Dutra (foto), marcada para o fim da tarde da próxima terça-feira, dia 9.

Titulos de lotes

O vereador Marco Monteiro, que preside a Comissão Permanente de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Câmara Municipal, confirmou na tarde desta sexta-feira, direto da sede do INCRA, em Porto Alegre, que foi confirmado o processo para entrega dos títulos de propriedade para produtores rurais assentados em projetos de reforma agrária no Estado. Junto com o superintendente do INCRA RS, Tarso Teixeira, ele lembrou que o Rio Grande do Sul possui 344 assentamentos, 33 dos quais em Livramento. São quase 14 mil famílias, mas apenas 308 receberam o título definitivo de suas propriedades até agora.

Pedido da Fronteira

As famílias assentadas nos assentamentos Fidel Castro e Leonel Brizola, em Livramento, deverão ser as primeiras a receberem os títulos de propriedade de seus lotes em toda a metade sul do Estado, seguindo-se depois os demais trabalhadores rurais no município e nas demais cidades. “Foi um pedido nosso ao Superintendente que, dentro dos critérios técnicos, ele conseguiu atender”, comemorou o vereador Marco Monteiro.

Demanda à vista

O vereador Germano Camacho e o secretário de Saúde Eder Fialho, reconduzido à função há poucos dias, conversaram demoradamente na última quarta feira, 03 , durante visita do executivo à Câmara de Vereadores, a respeito de várias questões relativas especialmente às ações de prevenção à pandemia da Covid-19. Mesmo reconhecendo a preponderância desse tema, o vereador pediu atenção também para a questão das consultas oftalmológicas, que estão praticamente paradas. O Secretário lembrou que já havia um acerto com a clínica de Rosário do Sul e disse que vai atualizar o assunto. “Tenho convicção que o novo secretário vai realizar um grande trabalho, porque é uma pessoa humilde, muito dedicada e comprometida”, disse Germano.

Pelo frio

O diretor da Auditoria do SUS da Secretaria Estadual da Saúde, Bruno Naundorf, disse nesta sexta-feira que não acredita no aumento dos casos do novo coronavírus no Estado em razão das baixas temperaturas, mas adiantou que o RS está pronto para o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), comuns nesta época do ano. O Diretor vem representando a Secretaria da Saúde em um grupo de trabalho coordenado pelo presidente da Comissão do Mercosul da Assembleia Legislativa, deputado Frederico Antunes, que reúne técnicos do Rio Grande do Sul e do Uruguai na busca de mecanismos comuns para o combate à Covid-19.

Agilidade

O trabalho da comissão binacional começou no sábado, 30, com uma videoconferência que envolveu também o ministro de Saúde Pública do Uruguai, Daniel Salinas e a secretária da Saúde gaúcha, Arita Bergmann. O grupo irá alinhar as condutas adotadas no Rio Grande do Sul e no Uruguai. As diferenças entre os procedimentos adotados nos dois lados da fronteira são pequenas e a previsão é de rapidez na assinatura do acordo.

Testes lá e cá

O ex-intendente de Rivera, deputado Marne Ozório, afirmou que as questões da fronteira seca gaúcha e uruguaia se resolvem na prática, a partir das atividades unificadas entre as administrações das cidades gêmeas. O deputado Frederico Antunes também sugeriu ao grupo a importância de realização de testes na população em períodos combinados e da possibilidade de financiamento e parcerias com os laboratórios dos dois lados da Fronteira.

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