Eis a questão – Jurema Luz – 30/05/2020

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

O amor nocivo

O amor pode ser nocivo? Credo, que pergunta mais idiota!!! Desde quando amar é nocivo? Desde quando o amor é tóxico? Pois é, muitos pais por acharem que dando aos seus filhos o que não tiveram, dizendo sim a todas as vontades de seus filhos estão lhe dando amor, para compensar sua ausência ou deficiência, sem pensar que esta atitude apenas está contribuindo para que seus rebentos sejam, no futuro, uns egocêntricos, psicopatas, e sofram com o ambiente ao redor, ao terem dificuldade de encontrar um parceiro (a) simplesmente porque não sabem ou não querem mais dividir ou partilhar seu mundo, e esses rebentos que foram criados com todo o afeto (?) ou amor (?) na verdade foram impedidos de crescer, se desenvolver, aceitar ou aprender a lutar por seu espaço, por seu amor, por seu mundo.
Quem sou eu para falar? Ninguém. Sou uma mãe que vive procurando onde errou. Não sou psicóloga, quando muito sou uma mãe que (como minha mãe) se pergunta: mas, como? Criei todos da mesma maneira?
Uma ocasião ouvi uma mãe (cujo filho havia ateado fogo em um índio que estava deitado, dormindo, em um banco de uma parada de ônibus, em Brasília) dizer: onde está o Manual para educar um filho? Como posso saber qual o certo e o errado?
É simples responder do alto do nosso “pseudo conhecimento”: é apenas transferir nossos valores! Porém, aí o sentido da palavra valores vem sofrendo transformações. Com diz Lacan (não sabe quem é? Pesquisa!): será que o que nós que dizemos ao nosso interlocutor é exatamente o que o ele ouviu? Será que ele interpretou da forma que queremos que ele entenda?
Um amigo, mais que um amigo, alguém por quem tenho um afeto que nasce no âmago de meu ser porque foi assim que ele conquistou minha amizade e lealdade, está passando por um momento muito, muito difícil. Minha vontade? Pegá-lo no colo e tirá-lo desta situação, deste momento, embalando-o, ninando-o. Isto é amor? Sim, é amor. Mas, retirá-lo, neste momento, é impedir que ele cresça como ser humano, que ele seja um adulto forte, é necessário que ele aprenda a administrar situações dolorosas que, certamente, ele irá encontrar novamente ao longo de sua vida. E o surpreendente dessa situação foi que eu lhe disse mais ou menos isso, vocês sabem qual a resposta? Deus nunca nos dá um fardo mais forte do que podemos carregar! Eu fiquei mais aliviada, por saber que ainda poderia ajudar dentro das minhas possibilidades e ele estaria enfrentando uma situação, muito difícil, como um ser humano que, por mais dor que esteja sentindo, ele sairá fortalecido enfrentando, de frente a situação.
Qual a minha demonstração de amor, neste momento? É fazer com que ele entenda que pode contar comigo, tanto nos momentos de dar risadas, tomar cervejas juntos, quanto nestes momentos difíceis.
É desta forma que eu demonstro aos meus amigos que eu os amo.

Bastidores – Edis Elgarte – 11/07/2020

Luz, câmera… partiu, campanha O adiamento das eleições para o mês de novembro não representa um período de folga para os pré-candidatos. Mesmo quem já