Escolas da rede municipal oferecem atividades programadas

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Através de plataformas e redes sociais, alunos recebem tarefas para realizar durante o isolamento social

D esde o início da pandemia do novo Coronavírus (COVID-19) no Brasil, em março, diversos setores foram impactados pelas medidas de contingência à doença. Em Sant’Ana do Livramento, as aulas nas escolas da área urbana da rede municipal de ensino foram paralisadas no dia 18 de março, um dia antes da cidade registrar o primeiro caso positivo.
Vale lembrar que as aulas nas escolas da área rural do município ainda não haviam iniciado por algumas questões relacionadas às licitações para o transporte escolar, que diga-se de passagem, ainda não foram solucionadas. Entretanto, como não há previsão para a normalização das atividades, os alunos da rede não poderiam ficar sem receber nenhum tipo de atenção.
Pensando em atenuar os impactos dessa paralização no desenvolvimento dos alunos, a Secretaria Municipal de Educação (SME) adotou algumas medidas, como explica a responsável pela pasta, Gislaine Grecellé. “Estamos trabalhando em uma plataforma com os nossos diretores e professores. Durante os turnos, eles ficam online para receber nossas orientações e também estão trabalhando em outra plataforma com os alunos”.
A secretária ainda falou que os conteúdos que serão ministrados de forma digital, também serão disponibilizados de forma impressa aos estudantes que não têm acesso à internet e aos aparelhos digitais.
Quanto às dinâmicas de trabalho nesta nova modalidade, a diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Dias, Leila Machado, conta que antes da nova metodologia ser implantada, as equipes de cada escola participaram de algumas capacitações. “Nós abordamos vários temas, entre eles saúde emocional, relacionamento interpessoal, o acompanhamento à distância do aluno e como chegar até a família do aluno”.
Ainda em adaptação, a nova modalidade teve início com o primeiro contato sendo feito através do Whatsapp. “Fomos na escola, pegamos a lista dos telefones, fizemos um trabalho em equipe, porém cada um em sua casa, para localizar esses alunos. Montamos grupos no Whats (sic) e eles começaram a receber as atividades complementares. Todas elas com o suporte da SME, orientados pelo conteúdo que estava sendo trabalhado na semana”, comenta.
Separadas por grupos, as turmas dos anos iniciais, finais e a Educação de Jovens e Adultos (EJA) estão recebendo as suas tarefas dentro dessa mesma metodologia e ainda com o auxílio de diferentes ambientes virtuais.
A diretora classificou o momento como positivo, visto que, embora o panorama geral do país e da região não sejam favoráveis por causa da pandemia, ainda há uma oportunidade de aprender algo diferente. “Até mesmo para operar essas novas plataformas, nós tivemos a orientação da SME, através da formação. Inserimos os alunos e está ficando bem bom para explorarmos essas novas tecnologias. Usar essas novas tecnologias está sendo muito produtivo, é uma nova maneira de trabalhar o processo de ensino e aprendizado. É um desafio para nós e está sendo para as famílias que estão estudando e se empenhando, juntos, neste momento excepcional que estamos vivendo”.

Murilo Alves
muriloalves@jornalaplateia.com