Eis a Questão! – jurema Luz

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Da direita ou da esquerda?

O que seria do verde se todos gostassem do amarelo?

O que tem a ver o título com a linha de apoio?
É assim que é chamada, no jargão jornalístico, aquela linha logo abaixo do título.
Tudo. E explico. Outro dia, fui … ridicularizada? Questionada? Quase defenestrada (jogada pela janela) porque tenho o péssimo hábito de ser contra a corrente. Ou apenas honesta em minhas posições. Sou (como é mesmo que fui chamada? Direitaça!) da direita. Sou, e daí? Estou errada? O que seria da esquerda se não houvesse a direita? Ela simplesmente não existiria, seria só ela. E, mais, sou, acima de tudo, a favor de que meu país dê certo. Que as coisas funcionem, que valores como honestidade, seriedade e responsabilidade sejam preservados independente de ideologia política. Argumento, também, que não podemos ser radicais porque se hoje tenho um “ídolo” político, amanhã este mesmo ídolo deixa de ser ídolo. Aliás, ídolo não deveria existir, apenas referência.
Fui criada no meio da política local. Morava ao lado do PSD – na Duque esquina com Silveira Martins, a uma quadra do PTB que ficava na esquina da 13 de Maio com a Duque, e a duas quadras da UDN, na Rivadávia. Depois o PSD mudou de sigla, passou a ser chamado de ARENA, depois … sei lá – enchi o “saco”, cresci. Tomávamos o café da manhã com discussões sobre política. Almoço: qual era a sobremesa? Política. E assim era o dia inteiro, até a hora de dormir.
Presenciei o momento Jânio Quadros. Lembram? (Claro que não). “Fi-lo porque qui-lo”. Tinha até uma musiquinha: “O homem da vassoura vem aí”…O homem da “vassoura” ou era um desequilibrado ou se deu conta que não valia a pena dar murro em ponta de faca, renunciou. Daí em diante… ditadura. Para uns: momentos de morte, sumiço de pessoas queridas; para outros, momentos de paz, tranquilidade, podia sair à noite sem ser atacado (desde que provasses, por documentos, quem eras), enfim, os dois lados da moeda. Hoje? Temos ainda na lembrança um governo de 16 anos de puro engodo. Pelo menos eu não fiquei mais rica e nem melhor financeiramente de lá para cá. Ao contrário. Trabalhava em uma estatal e escutava com frequência: O que? O fulano quer ser promovido? Mas, ele é dos nossos? E o outro respondia: sim, ele é do PT, mas não dos nossos. Ou seja, tinha “facção” dentro de “facção”. E isso ninguém me contou, eu presenciei. Tudo o que tenho (passei duas vezes em concurso público – na primeira: passei, ingressei e fiquei por quatro anos, pedi demissão; fiz concurso de novo, passei e fiquei mais quatorze anos até me aposentar) foi porque estudei, e muito, e continuo estudando até hoje para melhorar minha vida.
Ah, claro, podia ter sido pior. Sempre pode piorar!