Produtores de leite estimam perda de 80% da produção pela estiagem

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O setor calcula uma diminuição de mais de 300 mil litros/mês e produtores já pensam em deixar atividade

Estamos mais uma vez diante de um quadro inesperado no mercado do leite, no qual fatores externos e não previsíveis alteraram o comportamento do mercado. Este é o segundo momento “fora da curva” nos últimos três anos. Em 2018, foi a greve dos caminhoneiros que gerou grandes prejuízos ao setor. Naquele ano, ocorreram perdas diretas na produção e consequências para o médio e longo prazos para a cadeia, visto que além de não conseguir captar e distribuir leite e lácteos, nas fazendas faltaram insumos aos animais comprometendo a alimentação do rebanho. E agora, em 2020, o coronavírus traz danos à sociedade em nível mundial.
Para a pecuária leiteira, a demanda por lácteos foi prejudicada em função do fechamento de escolas, estabelecimentos comerciais e de prestação de serviço, tais como: restaurantes, lanchonetes, bares e hotéis (food service). O segmento mais afetado foi o de queijos. Diante disso, o viés de alta perdeu força no campo e foram registradas quedas nos preços dos lácteos no mercado atacadista.
Não bastasse tudo isso, o Rio Grande do Sul vive hoje uma das piores estiagens do século onde praticamente todos os munícipios estão sofrendo com a escassez de chuva ou sua distribuição irregular. Desestimulados e com um olho no céu e outro na ponta da caneta, os produtores de leite de Sant’Ana do Livramento estimam uma perda de 80% na produção este ano, o que além de gerar um enorme prejuízo poderá decretar o fim da atividade para muitos deles. Somente os produtores que fazem parte da Cooperforte (Cooperativa dos Assentados da Fronteira Oeste) deixaram de produzir aproximadamente 300 mil litros/mês.
A tesoureira da entidade e também produtora, Rosi Lima, lamenta a situação, e projeta além da redução na quantidade da produção uma diminuição no número de produtores que já sinalizaram o abandono, ainda que momentâneo da atividade. “Nós estamos passando um momento muito difícil. A estiagem é uma situação muito grave. Os produtores são têm pastagem de verão e não vão conseguir fazer para o inverno. Não tem água para os animais. As consequências serão inevitáveis. A diminuição da produção já é de 80% e alguns produtores já estão abandonando a atividade. O gado está magro, não tem silagem suficiente. As vacas não produzem quase nada. Esperamos que o Governo olhe para o nosso setor e disponibilize um auxílio emergencial, se não for assim a nossa cadeia do leite irá sofrer sérias consequências “

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