Como as Entidades Beneficentes, sem fins lucrativos, estão funcionando no momento de pandemia?

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Projetos entrevistados afirmam que o número de doações e pagamentos de sócios reduziram drasticamente

Creches, Projetos, Associações e Entidades Beneficentes estão passando por um momento muito delicado. Muitos projetos, em Sant’Ana do Livramento, necessitam de doações, de valores e alimentos para se manter ativos. Alguns locais relatam a falta de verba, pois, realizavam bingos, jantares e festas para se manter, o que está proibido no momento. Algumas entidades foram contatadas e passaram a sua real situação.

Creche Santa Elvira

Alba Nuri Nunes, responsável pela creche, destacou que conseguiram honrar com os pagamentos do mês de abril, porém, o ponto principal é a impossibilidade de realização dos eventos, que é de onde mais entra valores ao caixa: “Estamos em um momento muito delicado. Fizemos no mês de abril, para honrar os compromissos fixos, uma campanha de doação entre os nossos colaboradores, conseguimos obter o mínimo necessário. Nossa dificuldade maior é a impossibilidade de realizar os eventos que geram nossos recursos mensais. Temos recebido doações para realização de brechó. Mas, ainda sem previsão de quando será possível, em linhas gerais, essa é a situação”, destaca.

Assandef

Na Associação Santanense de Deficientes, o local está trabalhando com horários reduzidos somente na parte administrativa, sem atendimento aos usuários, a presidente Sílvia Michele comentou sobre a situação. “Os demais serviços estão suspensos, até mesmo porque no momento de pandemia não temos como realizar nossos eventos dos quais conseguíamos tirar lucro para nos mantermos. Está sendo difícil, não sei como faremos nos meses a seguir.  Tínhamos um valor na poupança com o qual conseguimos cumprir nossas obrigações até o momento. Estamos apavorados, pois, não teremos recursos daqui para adiante.  Alguns sócios contribuintes continuam pagando as mensalidades, mas não é o suficiente…também estamos com uma ação entre amigos que será sorteada em junho, no último sorteio da Loteria Federal a R$ 3, de uma geladeira usada, em perfeitas condições, doada por uma amiga da Assandef. Mas, sinceramente se continuar assim por mais meses não teremos meios financeiros de manter os serviços.  Sem poder realizar as atividades que mantêm a Assandef, assim como as demais entidades da nossa cidade. Sabemos que o momento é de cuidado por causa dessa pandemia que assusta a muitos pelos altos riscos.

Projeto Tchê

Em conversa com Jacira Vargas, voluntária e zeladora do local, o Projeto Tchê está com dificuldades sem poder resgatar a contribuição dos colaboradores: “Está sendo bem difícil. Em abril não conseguimos ir cobrar os colaboradores do Projeto, então, não entrou nada. O Projeto não recebeu doação de ninguém. Esta semana parei, pois estou com poucos alimentos e a cozinha está quase sem gás, então, estamos cozinhando como podemos e as crianças vem e levam para casa. Já as atividades nós suspendemos. Para ajudar o telefone é (55) 9 8478-6840”, conta.

Lar da infância Daniel Albornoz

Ângela, responsável pelo Lar, comentou que a entidade recebe doações da comunidade, mas ainda passa por dificuldades por não conseguir realizar eventos, caso semelhante a creche Santa Elvira: “Recebemos doações praticamente todos os dias, cestas básicas, leite, roupas, calçados, como também doações de empresas parceiras: feiras, açougues, padarias, entre outros. Em virtude da pandemia, não poderemos fazer nossos almoços mensais, então estamos fazendo algumas ações para arrecadação em espécie para complementar os valores necessários para o pagamento da Folha, que neste momento, devido às exigências da lei, está em torno de 24.000,00. Contamos com o valor que a Prefeitura Municipal repassa ao Lar, conforme o Termo de Colaboração firmado em setembro de 2019, quando o repasse era de R$ 10.000,00 e renovado no corrente ano pelo valor de R$ 12.000,00. Além desses valores, contamos também com nossos associados, e campanhas de arrecadação, entre elas a NFG.”, diz.

Liga Feminina de Combate ao Câncer

Sandra Chipolino, responsável pela Liga, comentou como estão as atividades: “Estamos entregando cestas às nossas assistidas e estamos também vendendo máscaras, confecção própria. E também continuamos fazendo todo trabalho, claro que dentro das prevenções”, relata.

Clube de Mães do Bairro São Paulo

O Clube de Mães do Bairro São Paulo, igual a seus pares, também necessita de apoio. Para quem quiser ajudar com qualquer tipo de doação basta entrar em contato pelo telefone 996297039 ou direto no endereço do clube. “O que mais necessitamos, no momento, são os alimentos para fazer a sopa que distribuímos para as pessoas que a ONG auxilia. Mesmo com a comida sendo feita com o pouco que temos, eu disse a uma pessoa que só tinha feijão e ossinho de porco. Ela me disse: mas isso também me serve, para minha mãe fazer para nós. Então, isso dói na gente, ver a dificuldade batendo à porta”, conta Zoraide Cleusa, responsável pelo clube. E com a ajuda das doações, também realizamos trabalhos artesanais em casa que depois são vendidos por um valor acessível no brechó do clube.

João Victor Montoli
joaovictor@jornalaplateia.com

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