Impasse entre Governo Federal e Justiça sobre abertura de lotéricas gera prejuízos

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De acordo com empresário, o percentual de perda pode chegar a 30%

Desde o dia 20 de março, data de publicação do primeiro decreto municipal, que previa o fechamento de estabelecimentos comerciais e demais serviços não classificados como essenciais, as casas lotéricas da Caixa Econômica Federal de Sant’Ana do Livramento tiveram que fechar as suas portas.
Cinco dias depois, o Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) editou um decreto que previa templos religiosos e casas lotéricas como serviços essenciais. Entretanto, no dia 27, a Justiça Federal suspendeu a validade do documento sob a justificativa de que a liberação desses dois itens provocaria uma grande aglomeração de pessoas por todo o Brasil.
Já no dia 31, o presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), Reis Friede, reverteu a decisão da Justiça do Rio de Janeiro e as igrejas e casas lotéricas voltaram a ser consideradas como serviços essenciais.
Em Livramento, após a liberação, o movimento nas lotéricas foi bastante intenso durante toda a semana, o que demonstra o tamanho do prejuízo que a inatividade do serviço provoca à população em geral. Além disso, deve-se considerar também o déficit na arrecadação dos estabelecimentos.
Para entender melhor como isso afeta não apenas o empresário como também o colaborador, a Reportagem do jornal A Plateia procurou um dos proprietários de duas das quatro lotéricas da cidade, Alfredo Belleza. “Em porcentagem, uma queda de aproximadamente 30% das receitas do mês de março”, avaliou.
Quanto às medidas de contingência, o empresário pondera: “Não houve a necessidade de demissões, não está previsto, esperamos poder manter toda a equipe das duas lotéricas”. Outro ponto destacado por Belleza é a importância do serviço prestado pelas lotéricas, visto que, de acordo com a projeção do empresário, cerca de 80% dos benefícios fornecidos pelo governo federal, como Bolsa Família, aposentadoria e seguro desemprego, são sacados nesses estabelecimentos.
Mesmo com a liberação concedida pela justiça, as lotéricas ainda precisam seguir algumas especificações previstas por um decreto municipal publicado na última sexta-feira. No documento, entre outras coisas, as lotéricas são orientadas a funcionar com os caixas intercalados para evitar aglomerações.
Além disso, os funcionários devem usar máscaras, luvas e um colaborador deve estar na porta de entrada orientando os clientes e disponibilizando álcool em gel. “Nesse decreto municipal, a Prefeitura fez algumas exigências, as quais concordamos de pleno, pela preocupação com a nossa saúde, a dos colaboradores e suas famílias e com os clientes também”, justifica.
Com a redução de caixas operantes, a escala de serviço também sofreu alterações, Belleza conta que, no momento, ambas empresas operam com 60% dos colaboradores. “Em nenhum momento estão todos os funcionários dentro da loja. Não tem ninguém além do cliente que está sendo atendido dentro da loja”.
Seguindo uma orientação do governo do estado do Rio Grande do Sul, o horário também sofreu alterações. Agora, além de uma redução, as primeiras horas do expediente são dedicadas ao atendimento prioritário. As empresas devem funcionar de segunda a sexta-feira das 8h30 às 17h, sem fechar ao meio dia. Aos sábados, das 8h30 às 13h. Lembrando que todos os dias, no período entre às 8h30 e às 9h30, o atendimento será direcionado a idosos, gestantes e pessoas portadoras de deficiência.

Murilo Alves
muriloalves@jornalaplateia.com

A amante

Por: Fernando Albrecht Anos 1970. Presidente de uma entidade empresarial nomeada agendou reunião com um senador da República. Saiu do aeroporto e foi direto para

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