As dores e as delícias de se trabalhar em casa

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Santanenses que estão trabalhando em home office falam sobre as vantagens e as desvantagens da modalidade

Com a escalada em nível mundial da pandemia do coronavírus, além dos Chefes de Estado enrijecerem as medidas preventivas através de decretos, as autoridades médicas também reforçam o pedido para que as pessoas respeitem o período de isolamento social. A reclusão, segundo eles, é uma importante estratégia para interromper o ciclo de transmissão do vírus.
Em Sant’Ana do Livramento, por exemplo, o Executivo municipal decidiu que apenas alguns serviços, considerados como essenciais, poderão manter as suas portas abertas, desde que observada uma série de itens de segurança, como a distância mínima entre os clientes, funcionários utilizando EPIs, capacidade reduzida dentro dos espaços, entre outros.
Mesmo assim, a grande maioria dos estabelecimentos e instituições da cidade permanecem com as portas fechadas. Entretanto, isso não significa que as atividades estejam paralisadas por completo. Uma alternativa, bastante popular ao redor do mundo, acabou sendo uma saída: o home office. Para entender como é trabalhar de casa, a Redação do jornal A Plateia entrou em contato com três pessoas que estão sob esse regime.

Lúcia Nochi
(Foto: Cedida/AP)

O primeiro depoimento é de Lúcia Nocchi, que atua desde 2008 como analista judiciária na Justiça do Trabalho e está trabalhando de casa há mais de dez dias. Lúcia conta que, para tornar a sua jornada viável, foram necessárias algumas mudanças. “Precisei adaptar um espaço reservado exclusivamente ao trabalho remoto, pontos de internet e a velocidade do meu pacote de dados, tendo em vista a tramitação de todos os processos, exclusivamente, através do PJE (Processo Judicial Eletrônico) na Justiça do Trabalho”.
Mas, ainda de acordo com a avaliação da analista judiciária, o esforço para trazer o escritório para dentro de casa compensa. “Os pontos positivos são muitos, poderia citar a qualidade de vida, a proximidade com a família, a possibilidade de trabalhar em horários alternativos”, elenca. Como ponto negativo, Lúcia apontou a ausência de convivência com os colegas como o principal, embora utilize algumas ferramentas virtuais para a realização de reuniões e conferências.
Outro caso é o de Mariana Severo, que é Relações-Públicas e responsável pela comunicação e marketing da empresa da família. Como o estabelecimento é comercial, as suas portas foram fechadas no dia 20 de março, quando foi publicado o primeiro decreto municipal. “O tempo (de home office) foi bem curto. […] Ficamos sem atuar por cinco dias, aí nesse tempo precisamos adaptar algumas atividades”, comenta.

Quanto a isso, a relações públicas diz que foi necessário encontrar algumas saídas, principalmente para a comunicação interna da empresa. “Como nós temos 20 funcionários, no momento em que fechamos […] eu criei um grupo no Whatsapp com todos. Agora, a gente se comunica pelo grupo quando tem alguma mudança. (Também) fica sabendo da saúde de todos se estão bem, sem sintomas”. Além do grupo, a forma de comunicar também mudou. “Fizemos algumas mudanças durante esse tempo e, para facilitar, gravamos vídeos explicando tudo”, revela.
Frente a tudo isso, Mariana aponta como um dos pontos negativos do home office a dificuldade de operar alguns sistemas que só funcionam dentro da própria empresa. “Ver o giro de alguma mercadoria, organizar preço de algumas coisas, entender fluxo de produtos, então, isso aí dificulta. Até em alguns momentos foi preciso ir até a empresa para ver algumas coisas”. Já como positivo, Mariana destaca o conforto de se trabalhar na própria casa. Segundo ela, desta forma, trabalha-se mais à vontade.
Quem também está trabalhando de casa é Karoline Pires, responsável por um curso de liderança de uma instituição de ensino. Para ela, o home office já é uma realidade há 12 dias e a estimativa é que termine só na metade de abril.

Karoline Pires (Foto: Cedida/AP)

Além da rotina, Karoline conta que as atribuições também mudaram. “Basicamente minhas funções agora são voltadas para as mídias sociais da instituição. (Preciso) manter nossos associados engajados e ativos durante a quarentena. […] Agora, nossos encontros são virtuais e os jovens estão engajados na criação de projetos para que a comunidade se mantenha positiva nesta quarentena”.
Embora a atmosfera seja acolhedora, segundo Karoline, é necessário se manter alerta para evitar as distrações com TV, séries e o famigerado lanchinho. Entretanto, o ponto positivo é ter mais tempo para produzir o conteúdo para as mídias sociais direto do conforto de casa.

Murilo Alves
muriloalves@jornalaplateia.com

Educação na pandemia

Por: Mariela Perez Elguy – Docente do Senac Santana do Livramento A educação vem sofrendo mudanças significativas nos últimos tempos, levando cada vez mais o

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