Presidente da Associação Rural diz que o agronegócio segue forte em meio à crise mundial

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Com agendas e cursos cancelados por causa do decreto municipal, o Sindicato Rural de Livramento segue prestando auxílio aos produtores por telefone e internet

Em meio às incertezas da economia, desencadeada pela crise mundial por causa da pandemia do novo coronavírus que isolou cidades, e continentes inteiros, uma luz desponta no fim do túnel. O agro brasileiro segue forte. Muitas vezes, apontado, erroneamente, como o vilão por questões ambientais atribuídas a atividade primária como causadora de danos ao ecossistema como a poluição, queimadas e uso de defensivos agrícolas, neste momento em que as fábricas e comércio em geral de bens e de serviços foram obrigados a parar suas atividades, o agronegócio brasileiro, lá no campo, segue produzindo a todo favor e com expectativa de uma safra de grãos histórica.
Obedecendo as medidas e restrições impostas pelo governo federal, estadual e municipal, o Sindicato Rural de Livramento segue com suas atividades atendendo produtores via telefone e internet. Para o presidente da entidade, Luiz Carlos Dauria Nunes, o momento é de ser paciente e otimista em meio à crise. “Houve, sim, uma paralisação no comércio. Mas as nossas propriedades rural não, elas seguem produzindo. Temos que colher e plantar. Estamos vacinando, pois, agora é a época da vacina da aftosa. Nós estamos fazendo também a triagem do gado de cria e os nossos rebanhos ovinos estão em pleno acasalamento. O que mais preocupa, neste momento, é a seca, em se tratando de agronegócio. Nós estamos, inclusive, lutando muito em paralelo com a FARSUL para que não passe despercebida essa seca em decorrência do problema do coronavírus. Esperamos que um problema não absorva o outro. Em relação à seca, a preocupação é que as medidas ainda não saíram do papel. Temos 60 dias para pagar os custeios e os financiamentos que estão vencendo. Os seguros agrícolas não estão funcionando porque a maioria dos seguros precisa de um laudo técnico e a EMATER que faz esses laudos não está trabalhando a pleno por conta de medidas restritivas. Então, a nossa maior preocupação, neste momento, é a seca” pontuou.
O presidente disse, também que alguns eventos importantes tiveram que ser adiados por causa da situação atual, mas que, em breve, a Rural irá remarcar as datas de cursos e palestras. “Nós estamos esperançosos, embora tivéssemos que cancelar algumas atividades. A outra seria sobre o ITR (Imposto Territorial Rural) que terá uma nova data. Essas duas palestras são muito importantes por isso já convidamos a todos para participarem. Logo, nós estaremos remarcando uma nova data.”
Sobre o ITR (Imposto Territorial Rural), o presidente explica que ele é o imposto federal, mas que destina-se ao município. D’auria comenta que, neste ano, em algumas reuniões com os técnicos do executivo foi apresentada aos produtores a base de cálculo do imposto, e neste sentido a Associação Rural está constante no valor de repasse, pois, atualmente está se fazendo uma média entre todo o município. “Neste sentido, nós queremos, por meio de assessoramento da FARSUL que inclusive presta auxílio a várias prefeituras, que esse cálculo passe a ser fracionado na potencialidade das áreas exploradas, seja agropastoril ou agrícola, pois, o nosso município é muito grande e possui diferentes tipos de áreas. E o ITR é cobrado em cima da produtividade da terra. Nós temos também outra questão a ser discutida que é referente a Apa do Ibirapuitã, que é uma área de proteção ambiental que começa em Livramento e se estende até Alegrete. Nesta área, nós temos limitação de produção. Então não se pode fazer um cálculo único para o município e nós vamos fazer questão de que se classifique as áreas e se cobre o que é justo” disse.

O presidente D’auria também destacou que a Associação e Sindicato Rural está realizando uma campanha em parceria com os produtores rurais para arrecadar recursos para a Santa Casa de Misericórdia. “Nós estamos, também, cientes da gravidade do momento e sabemos que o nosso principal hospital passa por dificuldades financeiras e que, em caso de acontecer uma contaminação em massa, a Santa Casa não tem condições para atender todo mundo. Então, nós temos que colaborar, sim, fazendo a nossa parte no contexto santanense e a campanha que se lançou Rural é para conscientizar o produtor que não interessa o valor da doação, cada um ajude como puder. Porque nós vamos comprar equipamentos para a Santa Casa”, disse o presidente.

Quem tiver interesse em colaborar, eis os dados para depósito: Banco do Brasil Ag.0035-3 | C.C 4234-X , Sicredi: Ag. 0523 | C.C 41.572-3
Beneficiário: Sindicato Rural de Santana do Livramento
CNPJ: 87.513.396/0001-59

Matias Moura
matiasmoura@jornalaplateia.com