Safra das oliveiras deverá ter baixa produção por conta do clima

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A reportagem visitou o empreendimento Olivopampa, da família Rotondo, que busca alternativa na diversificação de serviços, entre eles o turismo, como forma de aumentar a sua lucratividade

O clima destemperado que vem assolando diversas culturas em nosso país, principalmente no Rio Grande do Sul, que neste ano registra uma das piores estiagens dos últimos anos o que influencia diretamente na vida de quem produz. O clima seco e a escassez de chuva deste ano, contrasta com o excesso de chuva registrado nos primeiros meses de 2019 que trouxeram severos prejuízos para o agronegócio afetando importante culturas para a nossa economia como caso dos produtores de oliveira que estimam uma baixa safra neste ano.

O engenheiro agrônomo Fernando Rotondo que, juntamente com sua família, possui o empreendimento Olivopampa, na região do Cerro da Cruz, é responsável pela produção do azeite de oliva Ouro de Santana, marca nacional que tem ganhado cada vez mais espaço na mesa de brasileiros e uruguaios. Ele estima, neste ano, uma baixa colheita em sua propriedade, em consequência do calor fora de época registrado em 2019. “No ano passado tivemos uma situação climática um pouco irregular, em agosto, quando tivemos alguns dias de altas temperaturas seguidos por muito frio. Isso afetou diretamente diversos frutais, como é o caso dos pessegueiros também. As plantas acordaram por causa do calor fora de época e na sequência vieram dias com baixa temperatura. Essa alternância de temperaturas prejudicou muito a florada. E o pouco que floresceu foi atingido em seguida pela chuva. Esses problemas impactaram muito na produção. A nossa estimativa de safra é colher um terço do que colhemos no ano passado. Em 2019 tivemos um ano de alta, que nos permitiu manter, inclusive, estoques de azeites de excelente qualidade. Nós temos garantido o azeite novelo, que representa a nova colheita e este nós temos para colocar no mercado” destacou.

O produtor destaca que ainda não teve início a colheita na propriedade por causa de alguns investimentos que vem realizando, entre eles melhorias na estrutura do lagar e área de visitação para turistas, além, é claro, no espaço do viveiro das plantas. “Nós estamos agora nessa fase de reforma do nosso viveiro com o objetivo de evitar a entrada de qualquer tipo de insetos vetores que estão afetando produções em vários lugares. Nós temos um viveiro reformulado com telas anti-insetos. Isso vai nos garantir uma planta com uma sanidade ótima e assim estimamos estar retomando a produção de mudas em breve”.

Estiagem afeta qualidade

Sobre a questão da estiagem no estado, Fernando destaca que a falta de chuva afeta diretamente a qualidade da fruta que está em desenvolvimento. “Prejudica a fruta que sofre um estresse. Principalmente aquelas que estão em fase de endurecimento de carroço porque com essas temperaturas altas a planta precisa de umidade para pode se desenvolver em uma ótima condição. Este ano, lamentavelmente, nós temos essa seca. No nosso caso, nossa colheita é baixa, mas temos muitos transplantes que são plantas que foram usadas para cobrir falhas e neste caso elas precisam de água. Por isso, nós as estamos regando uma por uma a cada três dias para garantir que elas não morram. Na verdade, a oliveira é bastante resistente, mas essas plantas novas necessitam de umidade para se desenvolver”.

Expansão da Olivicultura

Como forma de expandir e incentivar novos produtores, a Olivopampa desenvolve há vários anos uma parceria com empreendedores que querem apostar nesta cultura milenar. Para isso, a família Rotondo produz mudas de oliveiras para a comercialização. “Há vários anos nós vendemos muitas plantas para outras regiões de Livramento, e também outros municípios como Dom Pedrito, Rosário do Sul e Bagé. São investidores que estão acreditando na gente e na produção de oliveiras e reproduzindo as nossas mudas” disse.

Estado

Com floração tardia e menor produção os preços do azeite devem ter alta no RS em 2020
O município de Caçapava do Sul, integrante da Rota das Oliveiras, vai sediar a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, no Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira, 6 de março. A expectativa para a safra de azeitonas no Rio Grande do Sul é mais baixa para 2020, o que deve aumentar os preços dos azeites nacionais.

Após a produção-recorde de 1,4 milhão de quilos de azeitona em 2019, a colheita deste ano deve vir bem abaixo do esperado. A estimativa, segundo nota do Instituto Brasileiro da Olivicultura (Ibraoliva), é de que as condições climáticas do Estado registradas durante o inverno, com pouco frio alternado com semanas de temperaturas elevadas, tenham proporcionado uma floração desuniforme.
A floração ocorreu tardiamente, durante o mês de outubro. O maior volume de chuvas afetou negativamente o processo de polinização, principalmente na Arbequina, uma das variedades de oliveira mais cultivadas no Rio Grande do Sul.

O Ibraoliva afirma que o volume da safra não interfere na qualidade dos azeites produzidos em solo gaúcho, mas deve alterar o preço. A menor produção tende a elevar o valor dos produtos, o que deve ter impacto nacional, levando em consideração que o Estado é o maior produtor de azeitonas do Brasil.

Homem é esfaqueado no Registro

Nas primeiras horas da noite deste sábado (11) a Brigada Militar (BM) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados para comparecer