Fiat Mobi e Renault Kwid dividem o posto de carros mais baratos do Brasil, com versões à R$ 35mil

Fiat Mobi e Renault Kwid dividem o posto de carros mais baratos do Brasil, com versões à R$ 35mil

Durou pouco o reinado do Fiat Mobi como o carro mais barato à venda no Brasil. Agora o subcompacto tem a companhia do Renault Kwid. Ambos custam, atualmente, R$ 34.990. O Fiat teve um recente aumento de R$ 1.500 no preço inicial da versão Easy (até então R$ 33.490). A Renault, por sua vez, elevou a pedida do Kwid Life (R$ 34.790) em R$ 200. O Mobi tinha assumido o posto em novembro do ano passado com a aposentadoria do QQ por aqui, que era vendido abaixo dos R$ 30 mil

O Mobi ainda é vendido em mais quatro versões: Easy Comfort (R$ 37.840), Like (R$ 41.190), Way (R$ 42.340) e Drive (R$ 44.840). Com exceção da Drive, que usa o motor Firefly 1.0 de 77 cv , todas as outras são equipadas com o obsoleto 1.0 Fire de 75 cv. O câmbio é o mesmo: manual de cinco marchas – a Fiat não oferece mais a opção automatizada GSR. O Kwid é oferecido ainda na Zen (R$ 40.990), Intense (R$ 43.390) e a pseudo-aventureira Outsider (R$ 45.890). O motor é sempre o tricilíndrico 1.0 SCe com 80 cv e câmbio mecânico de cinco velocidades.

Espaço e praticidade

Pedir espaço em um citycar é uma loucura, eu sei. O conceito deles é justamente ser pequeno e leve o suficiente para ser fácil de estacionar e bem econômico. Porém, se ele tem banco traseiro, deve pelo menos oferecer capacidade para encher o veículo sem que os passageiros achem melhor sair e pegar um ônibus. Uma das grandes falhas do Mobi está neste quesito. Ele é bem apertado. Motoristas mais altos terão que tirar a trava do trilho para poder recuar um pouco mais o banco e achar uma posição adequada para dirigir. Os mais baixinhos não terão problema, seja ele o condutor ou passageiro. Já para quem senta atrás… falta espaço para as pernas, e isso com os bancos ajustados para um motorista de 1,63 m. O porta-malas também é um dos menores do segmento, com capacidade para 215 litros. E esqueça o cargobox oferecido pela Fiat, ele só serve para itens pequenos e acaba atrapalhando mais do que ajuda. Não que a vida seja muito melhor no Kwid. Ele é mais espaçoso, é verdade, principalmente para quem viaja atrás. Só que tem suas limitações. A cabine é estreita demais, o que faz com que o ombro encoste na porta com frequência. Há espaço para as pernas e para a cabeça, só não espere conforto se for andar exatamente no meio do banco traseiro – assim como o Mobi, ele é quase inviável para levar três adultos. Já o porta-malas é de bons 290 litros, praticamente igual ao dos hatches maiores, como o Hyundai HB20 (300 litros).

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