A sensibilidade de quem está atrás das lentes

Se você mora em Sant’Ana do Livramento ou acompanha as notícias daqui, certamente ouviu falar da foto que rodou o Estado, nesta semana: o cão ao lado do dono, que foi morto na madrugada de quarta-feira (12), na rua Hector Acosta, no bairro Divisa. Por si só, a notícia muito mais do que entrar para as estatísticas de homicídio do Estado, também representa várias reações e sensações. Por trás deste crime existe uma motivação, uma história e, principalmente, uma família que sofre a perda de um ente querido. Em todas as ocorrências policiais que o Jornal A Plateia informou até hoje, certamente os personagens se repetem. Porém, no caso desta semana, além daqueles que passaram pelo local nas primeiras horas da manhã, dos envolvidos e familiares, tinha um personagem especial: Scooby. O cão de 2 anos era o fiel escudeiro de Rogério Lemes, de 31 anos, que faleceu após receber vários golpes em seu tórax.

Ele estava ao lado da vítima até a chegada da primeira pessoa que percebeu que o corpo de Rogério estava caído na calçada e chamou a polícia. Scooby ficou ao lado do dono até o fim do trabalho da Brigada Militar, Polícia Civil e Instituto Geral de Perícias que estiveram no local. No local, também esteve um profissional, talvez o responsável pela repercussão da ação. Claro, porque, com certeza não deve ter sido a primeira vez, na qual um cão fica ao lado do dono após o seu óbito e aí chega-se no ponto: a sensibilidade de quem está atrás das câmeras. A imagem do nosso competente repórter Matias Moura rodou os principais portais de notícias do país. A fotografia diz muito mais do que poderia ser escrito – e foi – sobre o caso. Registros como o de Moura, como o chamamos na Redação, fizeram com que a partida de Rogério, apesar de dolorida para todos os seus entes queridos, tivesse um significado.

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