São Leopoldo tem paciente suspeito de coronavírus, diz secretário Municipal de Saúde

Paciente mora em uma cidade a cerca de 1.500km da província de Hubei, onde fica Wuhan, cidade considerada epicentro do coronavírus. Caso é considerado de “baixo risco”.

Um homem de São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, que vive na China e desembarcou no estado há cerca de 10 dias está sendo monitorado por agentes de saúde da cidade. De acordo com secretário municipal de Saúde, Ricardo Charão, este caso é tratado como suspeito a partir da mudança de protocolo do Ministério da Saúde.

Desde esta terça (28), como um caso de suspeita de coronavírus está sendo investigado em Minas Gerais, o Brasil mudou a classificação do risco para nível 2 (perigo iminente) e todos os casos semelhantes são comunicados e investigados pelo Ministério da Saúde.

“A partir de hoje, que mudamos o critério por recomendação da OMS [Organização Mundial da Saúde], se o paciente veio da China e apresentar sintomas, vai ser considerado como suspeito e será investigado”, garante o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

O paciente de 40 anos, na manhã desta terça-feira (28), procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Leopoldo alegando ter febre desde segunda à noite. Conforme o secretário municipal de Saúde, Ricardo Charão, ele mora em Kunming, uma cidade a cerca de 1.500km da província de Hubei, onde fica Wuhan, cidade considerada como o epicentro do coronavírus.

A prefeitura explica que ele teve material coletado, que foi encaminhado ao Laboratório Central do Estado (Lacen). O paciente segue internado e em isolamento para observação. No entanto, o secretário afirma que o caso está em observação e é de baixo risco.

Conforme a nota da Secretaria Estadual da Saúde, o paciente “não esteve na região da China que até a segunda-feira (27) era considerada de risco”. Além disso, afirma que ele “não apresenta quadro grave de doença respiratória e, por precaução, ficará em isolamento domiciliar”. (Leia a nota completa no fim da matéria)

De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, a recomendação é pelo isolamento do paciente. “Já estamos orientando mesmo sem ter nenhum caso. É inevitável que o Brasil e que o Rio Grande do Sul vão confirmar algum caso logo adiante. Então, temos que pensar na prevenção”, observa.

A estimativa, segundo Gabbardo, é que cheguem no país em torno de 250 pessoas por dia vindas da China.

Ele explica que o vírus é semelhante a outros que já atingiram o país em outros momentos, e que os cuidados são os mesmos para uma gripe, como não tossir sem proteger o rosto, higienizar as mãos e evitar concentração de pessoas. Porém, para atestar um diagnóstico por coronavírus, as causas precisam estar associadas a outros sintomas. “O mais característico é a febre, mas tem que estar associada a tosse ou dificuldades respiratórias”, afirma.

Todos os casos que estão sendo notificados serão avaliados pelo Mininstério da Saúde e pela Secretaria Estadual da Saúde. Nesta quarta-feira (29) acontece a divulgação de um novo boletim.

Confira na íntegra a nota da Secretaria Estadual da Saúde:

“A Secretaria da Saúde do Estado já colocou em prática um plano de ação que segue à risca os protocolos preconizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS). Em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os técnicos da Vigilância em Saúde do Estado estão acompanhando a chegada de pessoas oriundas da China. Ao mesmo tempo, a Secretaria da Saúde orientou os agentes municipais de saúde para que todos os casos de pessoas vindas do território chinês que apresentem febre e sintomas respiratórios (semelhantes aos de uma gripe, como tosse, dificuldade de respirar, coriza) sejam imediatamente relatados à Vigilância em Saúde Estadual. Os pacientes devem ser imediatamente isolados e tratados de acordo com a gravidade do quadro clínico.

Um paciente de São Leopoldo procurou a UPA da cidade e, mediante orientação da Vigilância em Saúde do Estado, recebeu o atendimento e acompanhamento preconizado pelo Ministério da Saúde. Não esteve na região da China que até a segunda-feira (27) era considerada de risco. O paciente não apresenta quadro grave de doença respiratória e, por precaução, ficará em isolamento domiciliar. Foi coletado material para análise.”

Fonte: G1/RS

Foto: Divulgaçaõ

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